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Educação

Especialistas consideram marco alfabetização de 66% das crianças na idade correta

Dados oficiais mostram que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta em 2025, resultado que especialistas de organizações não...

23/03/2026 · 19h55 · Atualizado às 19h12
Especialistas consideram marco alfabetização de 66% das crianças na idade correta

Dados oficiais mostram que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta em 2025, resultado que especialistas de organizações não governamentais da área de educação classificam como conquista relevante, mas que também coloca novos desafios para políticas públicas.

Para Gabriel Correa, diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, a superação da meta de alfabetização em 2025 é motivo de celebração e reflete um avanço consistente nos últimos três anos. Segundo ele, o desempenho aponta que a priorização política do tema e a cooperação entre União, estados e municípios têm gerado efeitos concretos na aprendizagem infantil.

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O vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, afirmou que o resultado representa um marco para o país e atribuiu-o a um compromisso coletivo entre os diferentes entes federativos. Proto destacou o papel do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada na viabilização de resultados promissores e citou o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização como um incentivo a redes que avançam com qualidade e equidade.

Desigualdades

Apesar do avanço, especialistas alertam para desigualdades que podem estar ocultas na média nacional. Gabriel Correa ressaltou que a alfabetização adequada é a base para o sucesso escolar e que as políticas públicas não podem deixar crianças para trás. Ele lembrou que 34% das crianças no 2º ano do ensino fundamental ainda não sabem ler e escrever no país, e que essas crianças dificilmente desenvolverão os conhecimentos esperados nas séries seguintes se permanecerem sem intervenções.

Correa afirmou ser necessário um esforço intencional para alfabetizar as crianças que já estão em atraso. Ele também observou que 2025 foi o primeiro ano em que o grupo de crianças avaliado esteve na pré-escola durante a pandemia, fator que contribui para parte da melhoria registrada, embora não substitua o impacto das políticas públicas adotadas.

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Proto acrescentou que o Brasil precisa manter o foco e acelerar o ritmo de ações para alcançar uma transformação estrutural: garantir que todas as crianças estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do ensino fundamental.

O reconhecimento do avanço nacional vem acompanhado, portanto, de alertas sobre a necessidade de detalhamento dos dados por estados e municípios e da continuidade de políticas coordenadas para reduzir as desigualdades existentes.

 

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Dados oficiais mostram que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta em 2025, resultado que especialistas de organizações não governamentais da área de educação classificam como conquista relevante, mas que também coloca novos desafios para políticas públicas.

Para Gabriel Correa, diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, a superação da meta de alfabetização em 2025 é motivo de celebração e reflete um avanço consistente nos últimos três anos. Segundo ele, o desempenho aponta que a priorização política do tema e a cooperação entre União, estados e municípios têm gerado efeitos concretos na aprendizagem infantil.

O vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, afirmou que o resultado representa um marco para o país e atribuiu-o a um compromisso coletivo entre os diferentes entes federativos. Proto destacou o papel do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada na viabilização de resultados promissores e citou o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização como um incentivo a redes que avançam com qualidade e equidade.

Desigualdades

Apesar do avanço, especialistas alertam para desigualdades que podem estar ocultas na média nacional. Gabriel Correa ressaltou que a alfabetização adequada é a base para o sucesso escolar e que as políticas públicas não podem deixar crianças para trás. Ele lembrou que 34% das crianças no 2º ano do ensino fundamental ainda não sabem ler e escrever no país, e que essas crianças dificilmente desenvolverão os conhecimentos esperados nas séries seguintes se permanecerem sem intervenções.

Correa afirmou ser necessário um esforço intencional para alfabetizar as crianças que já estão em atraso. Ele também observou que 2025 foi o primeiro ano em que o grupo de crianças avaliado esteve na pré-escola durante a pandemia, fator que contribui para parte da melhoria registrada, embora não substitua o impacto das políticas públicas adotadas.

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Proto acrescentou que o Brasil precisa manter o foco e acelerar o ritmo de ações para alcançar uma transformação estrutural: garantir que todas as crianças estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do ensino fundamental.

O reconhecimento do avanço nacional vem acompanhado, portanto, de alertas sobre a necessidade de detalhamento dos dados por estados e municípios e da continuidade de políticas coordenadas para reduzir as desigualdades existentes.

 

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