Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Educação

Estudantes ocupam sede da Secretaria Estadual de Educação em São Paulo

TRANSMISSÃO: Record Estudantes ocuparam na tarde de quarta-feira (25) a sede da Secretaria Estadual da Educação, localizada na Praça da República, no...

27/03/2026 · 11h05
Estudantes ocupam sede da Secretaria Estadual de Educação em São Paulo

Estudantes ocuparam na tarde de quarta-feira (25) a sede da Secretaria Estadual da Educação, localizada na Praça da República, no centro de São Paulo, em protesto contra as políticas educacionais do estado. A ação foi organizada pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e contou com o apoio da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP).

Segundo relatos, a ocupação foi transmitida ao vivo pelas redes das entidades estudantis. Durante a madrugada desta quinta-feira (26), a Polícia Militar foi acionada para desocupar o prédio e utilizou spray de pimenta para retirar os manifestantes do local.

Publicidade

Julia Monteiro, presidenta da UPES, falou em transmissão ao vivo no local: “Estamos aqui hoje ocupando a secretaria e lutando por melhores condições de ensino”. Após a retirada, Monteiro afirmou que a desocupação ocorreu com “extrema violência e brutalidade” e registrou vídeo nas redes sociais defendendo a importância do diálogo e criticando o que classificou como autoritarismo.

Os estudantes reivindicaram principalmente a recomposição orçamentária da educação. O movimento afirma que, desde 2024, o percentual mínimo obrigatório de investimento no setor foi reduzido, resultando em uma retirada aproximada de R$ 11,3 bilhões do orçamento estadual da educação. Também foram temas das reivindicações o fim da implementação das escolas cívico‑militares, criticadas e alvo de disputas judiciais, a oposição à plataformização do ensino, a retomada do ensino noturno e a reorganização escolar que respeite as realidades das comunidades.

Atuação da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou ter sido acionada na noite de quarta para “atender uma ocorrência de invasão a um prédio público” e que havia 21 pessoas no local, “entre adultos e menores de idade”. A corporação afirmou que houve tentativas de negociação sem sucesso e que, na madrugada de quinta (26), realizou a retirada dos manifestantes. Os envolvidos foram levados ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, ouvidos e liberados; não houve registro de feridos, segundo a nota.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Posição da Secretaria de Educação

A Secretaria da Educação declarou que permanece aberta ao diálogo e informou que o secretário Renato Feder aguardava representantes da UPES desde o dia 19 para uma reunião. Segundo a pasta, um encontro previamente agendado foi cancelado a pedido do próprio grupo, e uma nova audiência havia sido marcada para sexta-feira (27), que os estudantes não teriam comparecido por terem optado pela ocupação.

Sobre as demandas, a secretaria afirmou que há 100 escolas cívico‑militares entre mais de 5,3 mil unidades da rede estadual, com implantação realizada a partir de consultas públicas. A pasta também destacou investimento em infraestrutura de R$ 3,1 bilhões em 6.764 obras entre 2023 e 2026, valor 3,7 vezes superior ao da gestão anterior.

Publicidade

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Estudantes ocuparam na tarde de quarta-feira (25) a sede da Secretaria Estadual da Educação, localizada na Praça da República, no centro de São Paulo, em protesto contra as políticas educacionais do estado. A ação foi organizada pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e contou com o apoio da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP).

Segundo relatos, a ocupação foi transmitida ao vivo pelas redes das entidades estudantis. Durante a madrugada desta quinta-feira (26), a Polícia Militar foi acionada para desocupar o prédio e utilizou spray de pimenta para retirar os manifestantes do local.

Julia Monteiro, presidenta da UPES, falou em transmissão ao vivo no local: “Estamos aqui hoje ocupando a secretaria e lutando por melhores condições de ensino”. Após a retirada, Monteiro afirmou que a desocupação ocorreu com “extrema violência e brutalidade” e registrou vídeo nas redes sociais defendendo a importância do diálogo e criticando o que classificou como autoritarismo.

Os estudantes reivindicaram principalmente a recomposição orçamentária da educação. O movimento afirma que, desde 2024, o percentual mínimo obrigatório de investimento no setor foi reduzido, resultando em uma retirada aproximada de R$ 11,3 bilhões do orçamento estadual da educação. Também foram temas das reivindicações o fim da implementação das escolas cívico‑militares, criticadas e alvo de disputas judiciais, a oposição à plataformização do ensino, a retomada do ensino noturno e a reorganização escolar que respeite as realidades das comunidades.

Atuação da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou ter sido acionada na noite de quarta para “atender uma ocorrência de invasão a um prédio público” e que havia 21 pessoas no local, “entre adultos e menores de idade”. A corporação afirmou que houve tentativas de negociação sem sucesso e que, na madrugada de quinta (26), realizou a retirada dos manifestantes. Os envolvidos foram levados ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, ouvidos e liberados; não houve registro de feridos, segundo a nota.

Posição da Secretaria de Educação

A Secretaria da Educação declarou que permanece aberta ao diálogo e informou que o secretário Renato Feder aguardava representantes da UPES desde o dia 19 para uma reunião. Segundo a pasta, um encontro previamente agendado foi cancelado a pedido do próprio grupo, e uma nova audiência havia sido marcada para sexta-feira (27), que os estudantes não teriam comparecido por terem optado pela ocupação.

Sobre as demandas, a secretaria afirmou que há 100 escolas cívico‑militares entre mais de 5,3 mil unidades da rede estadual, com implantação realizada a partir de consultas públicas. A pasta também destacou investimento em infraestrutura de R$ 3,1 bilhões em 6.764 obras entre 2023 e 2026, valor 3,7 vezes superior ao da gestão anterior.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA