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Estudo sugere que ‘hobbits’ sobreviveram como necrófagos em Flores

Estudo sugere que 'hobbits' eram necrófagos que sobreviveram de restos deixados por dragões.

07/07/2026 · 14h40
Estudo sugere que ‘hobbits’ sobreviveram como necrófagos em Flores

Uma nova pesquisa revela que os Homo floresiensis, conhecidos como “hobbits” devido à sua estatura baixa, podem não ter sido caçadores habilidosos, mas sim necrófagos que sobreviveram aproveitando restos deixados por dragões de Komodo. O estudo, publicado na revista Science Advances, desafia a visão anterior sobre esses hominídeos, que possuíam um cérebro apenas ligeiramente maior que o de um chimpanzé.

Os fósseis encontrados na caverna de Liang Bua, na ilha de Flores, Indonésia, em 2003, levaram à identificação do pequeno hominídeo, que tinha um crânio do tamanho de uma toranja e media cerca de 1 metro de altura. Antigos artefatos de pedra e ossos de Stegodon florensis insularis, um parente extinto dos elefantes, foram descobertos próximos aos fósseis, sugerindo que os hobbits poderiam ter caçado esses grandes animais.

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Contudo, a nova análise, liderada pela Dra. Elizabeth Grace Veatch, revelou que os hobbits possivelmente se alimentavam dos restos dos estegodontes, em vez de caçá-los ativamente. Veatch, uma paleoantropóloga que estuda a evolução da dieta humana, focou seu estudo em como o Homo floresiensis sobreviveu em um ambiente isolado entre 190.000 e 50.000 anos atrás.

“Eu queria ver se realmente podíamos demonstrar que o H. floresiensis era o caçador que vinha sendo retratado há décadas”, disse Veatch.

A pesquisa incluiu um experimento no Zoológico de Atlanta, onde os pesquisadores observaram um dragão-de-komodo chamado Rinca se alimentando de uma carcaça. Isso ajudou a entender como esses lagartos gigantes deixam marcas nos ossos de suas presas. Ao comparar as marcas nos ossos do Stegodon com as deixadas por dragões de Komodo, os pesquisadores notaram semelhanças surpreendentes.

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Os resultados indicaram que os hobbits provavelmente não usavam fogo para cozinhar a carne, pois as marcas de corte feitas por ferramentas de pedra estavam presentes nas partes menos nobres do estegodonte, enquanto as marcas de dentes do dragão-de-komodo eram encontradas nas áreas mais carnudas do animal. Os pesquisadores acreditam que, após o dragão de Komodo abater o estegodonte, os Homo floresiensis aproveitavam os restos deixados.

“Depois de comparar as marcas nos ossos do Stegodon com nossa amostra de marcas de dentes e cortes de dragão-de-komodo, fiquei surpreso com a semelhança da maioria das marcas”, comentou Veatch.

Além disso, a investigação sobre o uso do fogo pelos hobbits levou os cientistas a analisar ossos de roedores encontrados na caverna, que poderiam ter sido depositados ao longo dos anos por corujas. A ausência de lareiras na caverna sugere que o uso do fogo para cozinhar pode não ter sido uma prática comum entre os Homo floresiensis.

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Uma nova pesquisa revela que os Homo floresiensis, conhecidos como “hobbits” devido à sua estatura baixa, podem não ter sido caçadores habilidosos, mas sim necrófagos que sobreviveram aproveitando restos deixados por dragões de Komodo. O estudo, publicado na revista Science Advances, desafia a visão anterior sobre esses hominídeos, que possuíam um cérebro apenas ligeiramente maior que o de um chimpanzé.

Os fósseis encontrados na caverna de Liang Bua, na ilha de Flores, Indonésia, em 2003, levaram à identificação do pequeno hominídeo, que tinha um crânio do tamanho de uma toranja e media cerca de 1 metro de altura. Antigos artefatos de pedra e ossos de Stegodon florensis insularis, um parente extinto dos elefantes, foram descobertos próximos aos fósseis, sugerindo que os hobbits poderiam ter caçado esses grandes animais.

Contudo, a nova análise, liderada pela Dra. Elizabeth Grace Veatch, revelou que os hobbits possivelmente se alimentavam dos restos dos estegodontes, em vez de caçá-los ativamente. Veatch, uma paleoantropóloga que estuda a evolução da dieta humana, focou seu estudo em como o Homo floresiensis sobreviveu em um ambiente isolado entre 190.000 e 50.000 anos atrás.

“Eu queria ver se realmente podíamos demonstrar que o H. floresiensis era o caçador que vinha sendo retratado há décadas”, disse Veatch.

A pesquisa incluiu um experimento no Zoológico de Atlanta, onde os pesquisadores observaram um dragão-de-komodo chamado Rinca se alimentando de uma carcaça. Isso ajudou a entender como esses lagartos gigantes deixam marcas nos ossos de suas presas. Ao comparar as marcas nos ossos do Stegodon com as deixadas por dragões de Komodo, os pesquisadores notaram semelhanças surpreendentes.

Os resultados indicaram que os hobbits provavelmente não usavam fogo para cozinhar a carne, pois as marcas de corte feitas por ferramentas de pedra estavam presentes nas partes menos nobres do estegodonte, enquanto as marcas de dentes do dragão-de-komodo eram encontradas nas áreas mais carnudas do animal. Os pesquisadores acreditam que, após o dragão de Komodo abater o estegodonte, os Homo floresiensis aproveitavam os restos deixados.

“Depois de comparar as marcas nos ossos do Stegodon com nossa amostra de marcas de dentes e cortes de dragão-de-komodo, fiquei surpreso com a semelhança da maioria das marcas”, comentou Veatch.

Além disso, a investigação sobre o uso do fogo pelos hobbits levou os cientistas a analisar ossos de roedores encontrados na caverna, que poderiam ter sido depositados ao longo dos anos por corujas. A ausência de lareiras na caverna sugere que o uso do fogo para cozinhar pode não ter sido uma prática comum entre os Homo floresiensis.

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