As Forças Armadas dos EUA informaram que realizaram ataques aéreos em cerca de 140 alvos militares iranianos na madrugada deste domingo (12). Esta ação faz parte da terceira rodada de ataques ocorrida durante a semana, conforme divulgado pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) em uma postagem na rede social X.
Os alvos atingidos incluem locais de mísseis e drones iranianos, capacidades navais, instalações de armazenamento de munição, redes de comunicação e locais de vigilância costeira. O CENTCOM esclareceu que, ao longo de três noites de operações, foram mais de 300 alvos atacados sob ordens do Comandante-em-Chefe, com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que navegam livremente pelo estreito.
A ofensiva estadunidense foi desencadeada em resposta a um ataque realizado pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) contra o navio porta-contêineres M/V GFS Galaxy, que estava transitando pelo Estreito de Ormuz. Segundo relatos, um tripulante civil está desaparecido e a embarcação não consegue continuar sua rota devido a um incêndio a bordo e danos significativos na casa de máquinas.
“O Irã recebeu mais uma oportunidade de demonstrar o cumprimento do Memorando de Entendimento – que instituiu um cessar-fogo provisório – após ter sido responsabilizado por ataques anteriores contra embarcações comerciais, mas novamente falhou”, afirmou o CENTCOM.
O comunicado do CENTCOM ressaltou que, em resposta às ações da IRGC, os Estados Unidos estão impondo um alto custo ao Irã, reduzindo sua capacidade de atacar livremente embarcações civis e comerciais no estreito. Os ataques estão sendo conduzidos sob a orientação do presidente Donald Trump.
Em contrapartida, a IRGC anunciou que havia fechado o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que tentou utilizar uma rota não autorizada. A agência de notícias semi-oficial Tasnim, associada à IRGC, caracterizou como “interferência externa de potências estrangeiras” a presença de várias embarcações na região, afirmando que a guarda iraniana não permitirá a passagem de nenhum navio militar até novo aviso.
“Diante da situação precária causada por essa interferência ilegal de partes externas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a interferência regional dos Estados Unidos cesse”, destacou a IRGC.
Esses eventos destacam a tensão crescente na região e a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global.
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