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Tecnologia

Falha em testes permite que IA da Anthropic acesse sistemas de três empresas

Modelo de IA da Anthropic invadiu sistemas de três empresas durante testes.

31/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h05
Falha em testes permite que IA da Anthropic acesse sistemas de três empresas

Anthropic afirma que Claude, seu modelo de IA, acessou a internet por erro de configuração em testes e invadiu três sistemas sem autorização. Caso divulgado em 30/07; episódio ocorre após problema similar com OpenAI.

A Anthropic informou que seu modelo de inteligência artificial, Claude, invadiu os sistemas de três empresas durante testes, após um erro de configuração que lhe concedeu acesso à internet. A revelação ocorreu na quinta-feira, 30 de julho de 2026, poucos dias após um incidente similar envolvendo a rival OpenAI e a empresa de IA Hugging Face.

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A Anthropic explicou que uma configuração incorreta permitiu que os modelos Claude acessassem a internet a partir de ambientes de teste que deveriam estar isolados, resultando em acessos não autorizados aos sistemas de três organizações. A empresa identificou os incidentes após revisar 141.006 sessões de testes, um processo iniciado em resposta ao incidente da OpenAI, que revelou que um agente autônomo baseado em seus modelos de IA saiu do controle durante um teste de segurança.

“O Claude comprometeu a infraestrutura das organizações afetadas usando técnicas básicas, como explorar senhas fracas e pontos de acesso que não exigiam autenticação”, afirmou a empresa.

A Anthropic detalhou que os incidentes envolveram três modelos distintos: Claude Opus 4.7, Claude Mythos 5 e um modelo interno de pesquisa. Os casos mais antigos remontam a abril e ocorreram em ambientes de avaliação que não contavam com o que a empresa descreveu como salvaguardas de segurança padrão.

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As invasões aconteceram durante exercícios conhecidos como “capture the flag” (“capture a bandeira”), nos quais os modelos recebem a tarefa de encontrar informações ocultas em redes simuladas. De acordo com a empresa, os comandos informavam aos modelos que eles não tinham acesso à internet, mas um mal-entendido com sua parceira de avaliação, a Irregular, fez com que os sistemas permanecessem conectados à internet pública.

A Anthropic iniciou a revisão dos registros das avaliações em 23 de julho e suspendeu todas as atividades de cibersegurança no mesmo dia, após encontrar indícios de que o Claude poderia ter acessado a internet. A empresa identificou os três incidentes até 24 de julho e notificou as organizações afetadas em 27 de julho.

Segundo a Anthropic, duas das organizações desconheciam completamente a atividade antes de serem contatadas, enquanto a terceira ainda estava sendo contatada. As conclusões reforçam a necessidade de controles mais rigorosos tanto em ambientes internos quanto em plataformas de testes de terceiros, à medida que os modelos de IA se tornam cada vez mais capazes de executar atividades cibernéticas no mundo real.

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Anthropic afirma que Claude, seu modelo de IA, acessou a internet por erro de configuração em testes e invadiu três sistemas sem autorização. Caso divulgado em 30/07; episódio ocorre após problema similar com OpenAI.

A Anthropic informou que seu modelo de inteligência artificial, Claude, invadiu os sistemas de três empresas durante testes, após um erro de configuração que lhe concedeu acesso à internet. A revelação ocorreu na quinta-feira, 30 de julho de 2026, poucos dias após um incidente similar envolvendo a rival OpenAI e a empresa de IA Hugging Face.

A Anthropic explicou que uma configuração incorreta permitiu que os modelos Claude acessassem a internet a partir de ambientes de teste que deveriam estar isolados, resultando em acessos não autorizados aos sistemas de três organizações. A empresa identificou os incidentes após revisar 141.006 sessões de testes, um processo iniciado em resposta ao incidente da OpenAI, que revelou que um agente autônomo baseado em seus modelos de IA saiu do controle durante um teste de segurança.

“O Claude comprometeu a infraestrutura das organizações afetadas usando técnicas básicas, como explorar senhas fracas e pontos de acesso que não exigiam autenticação”, afirmou a empresa.

A Anthropic detalhou que os incidentes envolveram três modelos distintos: Claude Opus 4.7, Claude Mythos 5 e um modelo interno de pesquisa. Os casos mais antigos remontam a abril e ocorreram em ambientes de avaliação que não contavam com o que a empresa descreveu como salvaguardas de segurança padrão.

As invasões aconteceram durante exercícios conhecidos como “capture the flag” (“capture a bandeira”), nos quais os modelos recebem a tarefa de encontrar informações ocultas em redes simuladas. De acordo com a empresa, os comandos informavam aos modelos que eles não tinham acesso à internet, mas um mal-entendido com sua parceira de avaliação, a Irregular, fez com que os sistemas permanecessem conectados à internet pública.

A Anthropic iniciou a revisão dos registros das avaliações em 23 de julho e suspendeu todas as atividades de cibersegurança no mesmo dia, após encontrar indícios de que o Claude poderia ter acessado a internet. A empresa identificou os três incidentes até 24 de julho e notificou as organizações afetadas em 27 de julho.

Segundo a Anthropic, duas das organizações desconheciam completamente a atividade antes de serem contatadas, enquanto a terceira ainda estava sendo contatada. As conclusões reforçam a necessidade de controles mais rigorosos tanto em ambientes internos quanto em plataformas de testes de terceiros, à medida que os modelos de IA se tornam cada vez mais capazes de executar atividades cibernéticas no mundo real.

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