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Festival Lambateria comemora 50 anos da lambada e 10 anos em Belém

Festival Lambateria, em Belém, celebra 50 anos da lambada e 10 anos de festa com shows, lançamentos e tributos nesta sexta (9).

12/10/2026 · 09h20 · Atualizado às 10h52
Festival Lambateria comemora 50 anos da lambada e 10 anos em Belém

Idealizado por Félix Robatto, o Festival Lambateria reúne guitarrada, cumbia, brega, carimbó e tecnobrega nesta sexta (9) em Belém. O evento valoriza a memória cultural e novas produções da cena latino-amazônica.

Uma experiência que influenciou a música e o território paraense segue viva no Norte há 50 anos. Nesta sexta-feira (9), o Festival Lambateria, idealizado pelo guitarrista, pesquisador e produtor musical Félix Robatto, comemora 50 anos de lambada e dez anos de festival, de histórias e de guitarrada.

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O evento mantém a proposta com que nasceu: difundir a música latino-amazônica e caribenha, mostrando a pluralidade da guitarrada, da cumbia, do brega, do carimbó, do merengue, do tecnobrega e da lambada. A ideia é valorizar tanto a memória cultural quanto as novas produções do circuito musical da região.

O nosso compromisso é com a nossa cultura. Não estamos e nem queremos seguir uma moda ou ditar o que deve ser moda. Nós seguimos o nosso caminho. A lambada é intensidade. É como se o cara não comesse maniçoba o ano inteiro e, quando chegasse o Círio, ele quisesse comer maniçoba. É o mesmo com a lambada. Se ele não dança lambada o ano inteiro, quando chega o Lambateria, ele quer dançar o tempo todo

A declaração acima foi feita por Félix Robatto, idealizador do festival, que também mantém as quintas-feiras dedicadas à guitarrada e à lambada no Apoena Espaço Cultural. O espaço, com mais de dez anos, recebeu cerca de 4.500 shows de artistas locais e serviu como plataforma para lançar nomes que vieram a tocar em outros festivais nacionais.

Nós estamos mais próximos do Caribe do que do Sudeste e, por isso, vivemos e comemoramos essa cultura musical que está há anos em nossa região

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A fala acima é da produtora e assessora Sônia Ferro, que ressalta a relação histórica e geográfica da região Norte com sonoridades caribenhas.

Os 50 anos de lambada são vinculados às primeiras gravações do gênero: o primeiro trabalho citado é o disco de 1976 do cantor e compositor Pinduca, intitulado “Pinduca no Embalo do Carimbó e Sirimbó”, que traz a faixa conhecida “Lambada Sambão”. Também é referência Mestre Vieira, com o disco “Lambada das Quebradas”, gravado em 1976 e lançado em 1978.

O festival integra o circuito da quadra nazarena que antecede o Círio de Nazaré, misturando a religiosidade local com as noites paraenses e a cultura de baile. Ao longo de dez anos, o palco do Lambateria serviu para lançar novas bandas do Norte e recebeu artistas consolidados da música brasileira.

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Atrações

  • Félix Robatto — show principal com participações especiais de Lia Sophia (cantora e compositora guianense) e Rossy War (cantora peruana), acompanhada por Tito Mauri (guitarrista e compositor).
  • Adilson Ramos — estreia no palco; referência do cancioneiro romântico e dos bailes da saudade.
  • Companhia do Calypso — brega pop, atualmente sob o comando das cantoras Fênix Ribeiro e Paulinha Miranda.
  • Tributo a Daniel Benitez — homenagem liderada por Bruno Benitez, com participação especial de Fernando Belém.
  • Warilou — apresentação da banda que integra o circuito regional.
  • Mega Príncipe Negro — aparelhagem tradicional, com participação do cantor Naré.
  • DJs Zek Picoteiro e Estamyna — discotecagem e comando do concurso de dança “Seu Godofredo”.

Novas produções e lançamentos

  • Batucada Misteriosa (Icoaraci) — lançamento do álbum “Até Quase Morrer”.
  • Toró Açu (Quilombo do Abacatal) — lançamento do disco “Mandinga do Meu Avô”.
  • Jeff Moraes — apresentação do repertório do novo EP “Laje Tropical”.

O festival programou adaptações na edição de 2026 para reunir artistas regionais, internacionais e de outros estados, combinando estreias de repercussão nacional, tributos e nomes da periferia amazônica. A proposta é oferecer uma experiência regional que una o contemporâneo, o popular e a religiosidade nas noites paraenses.

No histórico do evento, o palco do Lambateria já recebeu nomes como Dona Onete e Gaby Amarantos, mostrando a mistura entre artistas consolidados e novas gerações que compõem a cena musical do Norte.

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Idealizado por Félix Robatto, o Festival Lambateria reúne guitarrada, cumbia, brega, carimbó e tecnobrega nesta sexta (9) em Belém. O evento valoriza a memória cultural e novas produções da cena latino-amazônica.

Uma experiência que influenciou a música e o território paraense segue viva no Norte há 50 anos. Nesta sexta-feira (9), o Festival Lambateria, idealizado pelo guitarrista, pesquisador e produtor musical Félix Robatto, comemora 50 anos de lambada e dez anos de festival, de histórias e de guitarrada.

O evento mantém a proposta com que nasceu: difundir a música latino-amazônica e caribenha, mostrando a pluralidade da guitarrada, da cumbia, do brega, do carimbó, do merengue, do tecnobrega e da lambada. A ideia é valorizar tanto a memória cultural quanto as novas produções do circuito musical da região.

O nosso compromisso é com a nossa cultura. Não estamos e nem queremos seguir uma moda ou ditar o que deve ser moda. Nós seguimos o nosso caminho. A lambada é intensidade. É como se o cara não comesse maniçoba o ano inteiro e, quando chegasse o Círio, ele quisesse comer maniçoba. É o mesmo com a lambada. Se ele não dança lambada o ano inteiro, quando chega o Lambateria, ele quer dançar o tempo todo

A declaração acima foi feita por Félix Robatto, idealizador do festival, que também mantém as quintas-feiras dedicadas à guitarrada e à lambada no Apoena Espaço Cultural. O espaço, com mais de dez anos, recebeu cerca de 4.500 shows de artistas locais e serviu como plataforma para lançar nomes que vieram a tocar em outros festivais nacionais.

Nós estamos mais próximos do Caribe do que do Sudeste e, por isso, vivemos e comemoramos essa cultura musical que está há anos em nossa região

A fala acima é da produtora e assessora Sônia Ferro, que ressalta a relação histórica e geográfica da região Norte com sonoridades caribenhas.

Os 50 anos de lambada são vinculados às primeiras gravações do gênero: o primeiro trabalho citado é o disco de 1976 do cantor e compositor Pinduca, intitulado “Pinduca no Embalo do Carimbó e Sirimbó”, que traz a faixa conhecida “Lambada Sambão”. Também é referência Mestre Vieira, com o disco “Lambada das Quebradas”, gravado em 1976 e lançado em 1978.

O festival integra o circuito da quadra nazarena que antecede o Círio de Nazaré, misturando a religiosidade local com as noites paraenses e a cultura de baile. Ao longo de dez anos, o palco do Lambateria serviu para lançar novas bandas do Norte e recebeu artistas consolidados da música brasileira.

Atrações

  • Félix Robatto — show principal com participações especiais de Lia Sophia (cantora e compositora guianense) e Rossy War (cantora peruana), acompanhada por Tito Mauri (guitarrista e compositor).
  • Adilson Ramos — estreia no palco; referência do cancioneiro romântico e dos bailes da saudade.
  • Companhia do Calypso — brega pop, atualmente sob o comando das cantoras Fênix Ribeiro e Paulinha Miranda.
  • Tributo a Daniel Benitez — homenagem liderada por Bruno Benitez, com participação especial de Fernando Belém.
  • Warilou — apresentação da banda que integra o circuito regional.
  • Mega Príncipe Negro — aparelhagem tradicional, com participação do cantor Naré.
  • DJs Zek Picoteiro e Estamyna — discotecagem e comando do concurso de dança “Seu Godofredo”.

Novas produções e lançamentos

  • Batucada Misteriosa (Icoaraci) — lançamento do álbum “Até Quase Morrer”.
  • Toró Açu (Quilombo do Abacatal) — lançamento do disco “Mandinga do Meu Avô”.
  • Jeff Moraes — apresentação do repertório do novo EP “Laje Tropical”.

O festival programou adaptações na edição de 2026 para reunir artistas regionais, internacionais e de outros estados, combinando estreias de repercussão nacional, tributos e nomes da periferia amazônica. A proposta é oferecer uma experiência regional que una o contemporâneo, o popular e a religiosidade nas noites paraenses.

No histórico do evento, o palco do Lambateria já recebeu nomes como Dona Onete e Gaby Amarantos, mostrando a mistura entre artistas consolidados e novas gerações que compõem a cena musical do Norte.

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