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Tecnologia

Fiat intensifica estratégias para fortalecer veículos de entrada e picapes no Brasil

Fiat intensifica atuação em veículos de entrada e picapes para enfrentar concorrência.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h35
Fiat intensifica estratégias para fortalecer veículos de entrada e picapes no Brasil

A Fiat vai intensificar sua atuação nos segmentos de veículos de entrada e picapes como parte de uma estratégia para enfrentar o aumento da concorrência no mercado brasileiro. A afirmação foi feita pelo presidente da Stellantis da América do Sul, Herlander Zola, nesta segunda-feira (20/jul.2026), durante a celebração dos 50 anos da fábrica da montadora em Betim (MG).

“Vamos intensificar muito os nossos movimentos nessa direção. Atuar onde, hoje, o nível de interesse de alguns dos concorrentes é menor, onde o nível de concorrência é menor. Isso acontece nos veículos de entrada e nas picapes. São segmentos em que queremos reforçar muito a nossa atuação”, disse Zola ao detalhar a estratégia da empresa diante do avanço da concorrência, especialmente das montadoras chinesas.

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A Stellantis, grupo ao qual a Fiat pertence, reúne outras 14 marcas automotivas, incluindo Jeep, Peugeot e Citroën. O grupo também detém 20% da Leapmotor, fabricante chinesa de veículos eletrificados, que lançou, em 2025, o C10, o primeiro modelo da empresa com tecnologia REEV (Range Extended Electric Vehicle), que utiliza o motor a combustão apenas para recarregar a bateria, enquanto a tração é totalmente elétrica.

A Fiat lidera o mercado brasileiro há cinco anos consecutivos e se mantém na liderança em 2026, considerando o desempenho do primeiro semestre. A picape Fiat Strada é o carro mais vendido no Brasil. Ao mesmo tempo, montadoras chinesas têm ampliado sua participação no país. A BYD, por exemplo, saltou da 10ª posição no ranking de vendas em 2024 para a 7ª colocação em 2025.

Segundo Zola, a Stellantis também planeja aproveitar parcerias e tecnologias disponíveis dentro do grupo para adaptar seus produtos às demandas do mercado brasileiro e preservar sua competitividade. “Sempre tivemos a capacidade de encontrar soluções locais que funcionam muito bem para o nosso mercado. Continuo confiando no nosso time para identificar oportunidades e desenvolver novos produtos e tecnologias”, afirmou.

Recentemente, a Fiat lançou o Pulse Hybrid e o Fastback Hybrid, que são equipados com um sistema micro-híbrido nacional que combina um motor 1.0 turbo a um sistema elétrico auxiliar. A picape Toro também passou a contar com a tecnologia híbrida leve, associada ao motor T270 flex. Além disso, a marca disponibiliza o 500e, o único modelo 100% elétrico da montadora italiana.

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Para entender a posição da Fiat no mercado brasileiro, o Poder360 entrevistou Raphael Jonathas da Costa Lima, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do projeto Brain (Pesquisa da Indústria Automotiva no Brasil). Segundo o pesquisador, a liderança da Fiat é resultado da capacidade da montadora de adaptar seus produtos às características do mercado brasileiro.

“A Fiat fez isso melhor do que qualquer outra empresa. Ela conseguiu entender o gosto do consumidor, a infraestrutura disponível e o perfil do mercado brasileiro. Essa capacidade de adaptação explica boa parte da liderança que a marca mantém até hoje”, afirmou Lima.

Lima alertou que a liderança da Fiat pode ser ameaçada nos próximos anos, caso a montadora não acelere o lançamento de modelos competitivos. Para ele, o crescimento das fabricantes chinesas, especialmente da BYD, indica uma mudança estrutural no mercado brasileiro, impulsionada pelo avanço dos veículos eletrificados.

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“Se a tendência atual for mantida e nada for feito para apresentar um produto mais competitivo, é provável que a BYD assuma a liderança nos próximos anos. O crescimento da empresa surpreendeu e mostra que os veículos eletrificados estão conquistando espaço no mercado brasileiro”, afirmou o pesquisador.

O coordenador do projeto Brain também destacou que o avanço das montadoras chinesas já está influenciando as decisões das fabricantes tradicionais. “Há, sim, um impacto da atuação das empresas chinesas na definição das estratégias da Stellantis. A resposta tem sido diversificar o portfólio, mantendo modelos a combustão, ampliando a oferta de híbridos e investindo também em veículos 100% elétricos”, disse Lima.

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A Fiat vai intensificar sua atuação nos segmentos de veículos de entrada e picapes como parte de uma estratégia para enfrentar o aumento da concorrência no mercado brasileiro. A afirmação foi feita pelo presidente da Stellantis da América do Sul, Herlander Zola, nesta segunda-feira (20/jul.2026), durante a celebração dos 50 anos da fábrica da montadora em Betim (MG).

“Vamos intensificar muito os nossos movimentos nessa direção. Atuar onde, hoje, o nível de interesse de alguns dos concorrentes é menor, onde o nível de concorrência é menor. Isso acontece nos veículos de entrada e nas picapes. São segmentos em que queremos reforçar muito a nossa atuação”, disse Zola ao detalhar a estratégia da empresa diante do avanço da concorrência, especialmente das montadoras chinesas.

A Stellantis, grupo ao qual a Fiat pertence, reúne outras 14 marcas automotivas, incluindo Jeep, Peugeot e Citroën. O grupo também detém 20% da Leapmotor, fabricante chinesa de veículos eletrificados, que lançou, em 2025, o C10, o primeiro modelo da empresa com tecnologia REEV (Range Extended Electric Vehicle), que utiliza o motor a combustão apenas para recarregar a bateria, enquanto a tração é totalmente elétrica.

A Fiat lidera o mercado brasileiro há cinco anos consecutivos e se mantém na liderança em 2026, considerando o desempenho do primeiro semestre. A picape Fiat Strada é o carro mais vendido no Brasil. Ao mesmo tempo, montadoras chinesas têm ampliado sua participação no país. A BYD, por exemplo, saltou da 10ª posição no ranking de vendas em 2024 para a 7ª colocação em 2025.

Segundo Zola, a Stellantis também planeja aproveitar parcerias e tecnologias disponíveis dentro do grupo para adaptar seus produtos às demandas do mercado brasileiro e preservar sua competitividade. “Sempre tivemos a capacidade de encontrar soluções locais que funcionam muito bem para o nosso mercado. Continuo confiando no nosso time para identificar oportunidades e desenvolver novos produtos e tecnologias”, afirmou.

Recentemente, a Fiat lançou o Pulse Hybrid e o Fastback Hybrid, que são equipados com um sistema micro-híbrido nacional que combina um motor 1.0 turbo a um sistema elétrico auxiliar. A picape Toro também passou a contar com a tecnologia híbrida leve, associada ao motor T270 flex. Além disso, a marca disponibiliza o 500e, o único modelo 100% elétrico da montadora italiana.

Para entender a posição da Fiat no mercado brasileiro, o Poder360 entrevistou Raphael Jonathas da Costa Lima, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do projeto Brain (Pesquisa da Indústria Automotiva no Brasil). Segundo o pesquisador, a liderança da Fiat é resultado da capacidade da montadora de adaptar seus produtos às características do mercado brasileiro.

“A Fiat fez isso melhor do que qualquer outra empresa. Ela conseguiu entender o gosto do consumidor, a infraestrutura disponível e o perfil do mercado brasileiro. Essa capacidade de adaptação explica boa parte da liderança que a marca mantém até hoje”, afirmou Lima.

Lima alertou que a liderança da Fiat pode ser ameaçada nos próximos anos, caso a montadora não acelere o lançamento de modelos competitivos. Para ele, o crescimento das fabricantes chinesas, especialmente da BYD, indica uma mudança estrutural no mercado brasileiro, impulsionada pelo avanço dos veículos eletrificados.

“Se a tendência atual for mantida e nada for feito para apresentar um produto mais competitivo, é provável que a BYD assuma a liderança nos próximos anos. O crescimento da empresa surpreendeu e mostra que os veículos eletrificados estão conquistando espaço no mercado brasileiro”, afirmou o pesquisador.

O coordenador do projeto Brain também destacou que o avanço das montadoras chinesas já está influenciando as decisões das fabricantes tradicionais. “Há, sim, um impacto da atuação das empresas chinesas na definição das estratégias da Stellantis. A resposta tem sido diversificar o portfólio, mantendo modelos a combustão, ampliando a oferta de híbridos e investindo também em veículos 100% elétricos”, disse Lima.

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