O boletim InfoGripe mostra que, na Semana Epidemiológica 40 (4 a 10/10), Sergipe é o único estado em nível de alerta com tendência de alta de SRAG. O surto atinge sobretudo crianças <2 anos e está ligado ao metapneumovírus.
De acordo com o último Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sergipe é o único estado do país a apresentar incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta com sinal de crescimento na tendência de longo prazo nas últimas seis semanas, considerando os dados da Semana Epidemiológica 40 (período de 4 a 10 de outubro).
O boletim aponta que o aumento dos casos em Sergipe tem afetado principalmente crianças menores de 2 anos e está associado à circulação do metapneumovírus, um vírus que é comum no Brasil desde 2004. No conjunto nacional, a Fiocruz registra que a maioria das regiões apresenta tendência de estabilidade ou oscilação, enquanto o crescimento ligado ao metapneumovírus se destaca em estados das regiões Nordeste e Centro-Sul.
Em nível municipal, a capital sergipana figura entre as capitais brasileiras que apresentam incidência de SRAG em patamares classificados como alerta, risco ou alto risco. Entretanto, ao contrário do panorama estadual, Aracaju não registra sinal de crescimento na tendência de longo prazo no período analisado, o que indica uma fase de sustentação de casos em nível elevado, segundo o boletim.
Capitais em patamares de alerta, risco ou alto risco
- Aracaju (SE) — em níveis de alerta, risco ou alto risco; sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo no período analisado.
- Boa Vista (RR) — em patamar de alerta, risco ou alto risco.
- Cuiabá (MT) — em patamar de alerta, risco ou alto risco.
- Florianópolis (SC) — em patamar de alerta, risco ou alto risco.
- João Pessoa (PB) — em patamar de alerta, risco ou alto risco.
- Porto Alegre (RS) — em patamar de alerta, risco ou alto risco.
O boletim InfoGripe também destaca que, enquanto alguns estados apresentam aumento associado ao metapneumovírus, o cenário varia regionalmente e muitas unidades federativas mantêm estabilidade ou oscilação nos indicadores. Em Sergipe, o recorte das últimas seis semanas foi determinante para a diferença no sinal de tendência em relação às demais unidades da federação.
As informações do informe epidemiológico apontam para atenção nas unidades de saúde, especialmente em atendimentos pediátricos, diante da maior incidência entre crianças menores de 2 anos. A indicação é acompanhar a evolução das próximas semanas para verificar se a tendência de crescimento se mantém, retrocede ou se estabiliza.

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