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Acidente

Frentes frias disparam infartos; risco sobe até 30%

Frio pode aumentar em até 30% o risco de infarto, alerta cardiologista.

26/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h16
Frentes frias disparam infartos; risco sobe até 30%

Com a chegada do inverno, casos de infarto podem crescer até 30%, segundo o INC. O cardiologista Ricardo Ferreira diz que a vasoconstrição estreita artérias e eleva a pressão, aumentando o risco.

Com a chegada das frentes frias, a preocupação geralmente se concentra nas doenças respiratórias. No entanto, o inverno também representa um risco maior para a saúde do coração. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), os casos de infarto agudo do miocárdio podem aumentar em até 30% durante os dias mais frios do ano.

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De acordo com o cardiologista Ricardo Ferreira, do Centro Cardiológico, o principal motivo é a vasoconstrição, um mecanismo natural em que os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor e preservar a temperatura dos órgãos vitais.

“Ao estreitar as artérias, o corpo exige que o coração trabalhe com mais intensidade para bombear o sangue, elevando a pressão arterial de forma súbita. Em pessoas que já possuem placas de gordura nas artérias, esse esforço extra pode provocar a ruptura dessas placas, formando coágulos que podem causar um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC)”, explica o especialista.

Além disso, o frio altera a composição do sangue. Segundo Ricardo Ferreira, as baixas temperaturas aumentam a viscosidade sanguínea e a atividade das plaquetas, tornando o sangue mais propenso à coagulação.

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O cardiologista destaca ainda que o inverno é marcado por uma maior circulação de vírus respiratórios, como os da gripe e da pneumonia. Essas infecções provocam um processo inflamatório no organismo que pode sobrecarregar o coração e servir como gatilho para eventos cardiovasculares em pessoas mais vulneráveis.

Para reduzir os riscos, o especialista recomenda manter a hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede, evitar mudanças bruscas de temperatura e manter a vacinação contra gripe e pneumonia em dia. A prática de atividade física também continua indicada, desde que seja realizada em ambientes controlados ou nos horários mais quentes do dia, com aquecimento adequado antes do exercício.

O médico orienta ainda que sintomas como dor no peito, falta de ar sem causa aparente, palpitações e tontura não devem ser ignorados.

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“Buscar atendimento médico imediato ao apresentar esses sinais é fundamental, principalmente durante os períodos de frio intenso”, afirma.

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Com a chegada do inverno, casos de infarto podem crescer até 30%, segundo o INC. O cardiologista Ricardo Ferreira diz que a vasoconstrição estreita artérias e eleva a pressão, aumentando o risco.

Com a chegada das frentes frias, a preocupação geralmente se concentra nas doenças respiratórias. No entanto, o inverno também representa um risco maior para a saúde do coração. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), os casos de infarto agudo do miocárdio podem aumentar em até 30% durante os dias mais frios do ano.

De acordo com o cardiologista Ricardo Ferreira, do Centro Cardiológico, o principal motivo é a vasoconstrição, um mecanismo natural em que os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor e preservar a temperatura dos órgãos vitais.

“Ao estreitar as artérias, o corpo exige que o coração trabalhe com mais intensidade para bombear o sangue, elevando a pressão arterial de forma súbita. Em pessoas que já possuem placas de gordura nas artérias, esse esforço extra pode provocar a ruptura dessas placas, formando coágulos que podem causar um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC)”, explica o especialista.

Além disso, o frio altera a composição do sangue. Segundo Ricardo Ferreira, as baixas temperaturas aumentam a viscosidade sanguínea e a atividade das plaquetas, tornando o sangue mais propenso à coagulação.

O cardiologista destaca ainda que o inverno é marcado por uma maior circulação de vírus respiratórios, como os da gripe e da pneumonia. Essas infecções provocam um processo inflamatório no organismo que pode sobrecarregar o coração e servir como gatilho para eventos cardiovasculares em pessoas mais vulneráveis.

Para reduzir os riscos, o especialista recomenda manter a hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede, evitar mudanças bruscas de temperatura e manter a vacinação contra gripe e pneumonia em dia. A prática de atividade física também continua indicada, desde que seja realizada em ambientes controlados ou nos horários mais quentes do dia, com aquecimento adequado antes do exercício.

O médico orienta ainda que sintomas como dor no peito, falta de ar sem causa aparente, palpitações e tontura não devem ser ignorados.

“Buscar atendimento médico imediato ao apresentar esses sinais é fundamental, principalmente durante os períodos de frio intenso”, afirma.

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