O preço da gasolina nos EUA subiu a US$ 4,03 por galão, maior nível já registrado. A alta, em meio a tensões com o Irã e ao feriado do Dia do Trabalho, preocupa republicanos antes das eleições de meio de mandato.
Os preços da gasolina nos Estados Unidos chegaram a preços recordes, ultrapassando os US$ 4 por galão. O aumento, em meio à guerra contra o Irã, causa preocupação nos republicanos, que observam o impacto na reta final da campanha para as eleições legislativas de meio de mandato.
Esta segunda-feira (7) também é feriado nos Estados Unidos: Dia do Trabalho. Uma data que normalmente as pessoas viajam, por ser uma das últimas oportunidades de aproveitar o fim do verão, no hemisfério norte.
Entretanto, há o problema do preço médio da gasolina, que está em aproximadamente em US$ 4,03 por galão. O galão é uma medida norte-americana equivalente a pouco menos de 4 litros. O recorde anterior de preços para esta data não era ultrapassado desde 2012. Ao longo da última semana, o preço nacional da gasolina ficou quase US$ 1 mais caro em relação ao ano passado.
Esse patamar de preço tem grande influência na percepção do eleitor norte-americano sobre a economia em geral, o que se torna um fator sensível para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano, a menos de dois meses para as eleições legislativas de meio de mandato.
Nas últimas semanas, o presidente norte-americano criticou as refinarias e os varejistas pelos aumentos. No último dia 14, ele também afirmou que os norte-americanos deveriam estar dispostos a pagar
“um pouquinho mais”
pela gasolina, para garantir que o Irã não conseguisse obter uma arma nuclear. A declaração foi feita no contexto das tensões e das ações militares entre os Estados Unidos e o Irã.
Os preços nos postos subiram junto com os preços do petróleo bruto, que voltaram a ultrapassar US$ 90 por barril, após novas ações militares entre Estados Unidos e Irã. A alta do petróleo pressionou toda a cadeia de combustíveis, refletindo-se também no diesel e no óleo para aquecimento.
Além disso, houve aumento nos preços do diesel e do óleo para aquecimento, em parte atribuído a ataques contra refinarias em áreas de conflito. Esses fatores combinados alteraram a dinâmica do mercado e intensificaram o debate político sobre responsabilidades e medidas que poderiam ser adotadas para conter os reajustes.
Analistas e atores políticos devem acompanhar a evolução dos preços nas próximas semanas, sobretudo pelo efeito que o custo dos combustíveis exerce sobre a inflação e o bolso do consumidor nos Estados Unidos, em um momento de atenção redobrada à economia por parte do eleitorado e dos partidos envolvidos na disputa legislativa.
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