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Economia

Governo do DF indica superintendente da Caixa para comandar BRB após operação da PF

O Governo do Distrito Federal (GDF) escolheu o atual superintendente da Caixa Econômica Federal, Celso Eloi de Souza Cavalhero, para assumir a presidência do Banco de Brasília (BRB). A nomeação ocorre depois que a Justiça determinou o afastamento do presidente Paulo Henrique Costa, investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Antes de tomar […]

18/11/2025 · 16h56
Governo do DF indica superintendente da Caixa para comandar BRB após operação da PF

O Governo do Distrito Federal (GDF) escolheu o atual superintendente da Caixa Econômica Federal, Celso Eloi de Souza Cavalhero, para assumir a presidência do Banco de Brasília (BRB). A nomeação ocorre depois que a Justiça determinou o afastamento do presidente Paulo Henrique Costa, investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Antes de tomar posse, Cavalhero deverá ser sabatinado e aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Operação Compliance Zero

Deflagrada nesta terça-feira, a Operação Compliance Zero investiga fraudes na emissão de títulos de crédito por instituições do Sistema Financeiro Nacional. Até o início da tarde, agentes da PF haviam efetuado seis prisões – quatro preventivas e duas temporárias. Entre os detidos está Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso ao tentar deixar o país em um jato particular.

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Os policiais também apreenderam aproximadamente R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, além de obras de arte, automóveis e relógios de luxo. Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Além de Paulo Henrique Costa, o Tribunal afastou temporariamente o diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior.

Fraudes estimadas em R$ 12 bilhões

Segundo a PF, as investigações iniciadas em 2024 apuram a criação de operações de crédito fictícias que eram vendidas a outros bancos e, posteriormente, trocadas por ativos sem avaliação técnica adequada após validação do Banco Central. O montante das fraudes pode chegar a R$ 12 bilhões.

Principal alvo da apuração, o Banco Master ganhou notoriedade ao oferecer rendimentos de até 140% do CDI na venda de seus papéis, percentuais acima da média de instituições de porte semelhante. Operações com precatórios e a emissão malsucedida de títulos em dólares levantaram dúvidas adicionais sobre a saúde financeira do banco.

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Tentativa de compra vetada pelo Banco Central

Em março, o BRB anunciou a intenção de adquirir o Master por R$ 2 bilhões, valor equivalente a 75% do patrimônio consolidado do banco de Vorcaro. O negócio foi rejeitado pelo Banco Central em setembro.

Posicionamento oficial

Em nota divulgada nesta manhã, o BRB afirmou que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência”, prestando informações regulares ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre todas as negociações envolvendo o Banco Master.

O GDF, por sua vez, garantiu que o BRB mantém “capacidade plena de operação, segurança administrativa e financeira”, sem impacto na liquidez, solvência ou continuidade dos serviços. A administração distrital informou ainda que adotará medidas adicionais de governança, compliance e controle interno enquanto acompanha as investigações.

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Com a escolha de Celso Eloi de Souza Cavalhero, o governo local busca assegurar a continuidade da gestão do banco, que segue funcionando normalmente durante o curso das apurações.

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O Governo do Distrito Federal (GDF) escolheu o atual superintendente da Caixa Econômica Federal, Celso Eloi de Souza Cavalhero, para assumir a presidência do Banco de Brasília (BRB). A nomeação ocorre depois que a Justiça determinou o afastamento do presidente Paulo Henrique Costa, investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Antes de tomar posse, Cavalhero deverá ser sabatinado e aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Operação Compliance Zero

Deflagrada nesta terça-feira, a Operação Compliance Zero investiga fraudes na emissão de títulos de crédito por instituições do Sistema Financeiro Nacional. Até o início da tarde, agentes da PF haviam efetuado seis prisões – quatro preventivas e duas temporárias. Entre os detidos está Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso ao tentar deixar o país em um jato particular.

Os policiais também apreenderam aproximadamente R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, além de obras de arte, automóveis e relógios de luxo. Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Além de Paulo Henrique Costa, o Tribunal afastou temporariamente o diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior.

Fraudes estimadas em R$ 12 bilhões

Segundo a PF, as investigações iniciadas em 2024 apuram a criação de operações de crédito fictícias que eram vendidas a outros bancos e, posteriormente, trocadas por ativos sem avaliação técnica adequada após validação do Banco Central. O montante das fraudes pode chegar a R$ 12 bilhões.

Principal alvo da apuração, o Banco Master ganhou notoriedade ao oferecer rendimentos de até 140% do CDI na venda de seus papéis, percentuais acima da média de instituições de porte semelhante. Operações com precatórios e a emissão malsucedida de títulos em dólares levantaram dúvidas adicionais sobre a saúde financeira do banco.

Tentativa de compra vetada pelo Banco Central

Em março, o BRB anunciou a intenção de adquirir o Master por R$ 2 bilhões, valor equivalente a 75% do patrimônio consolidado do banco de Vorcaro. O negócio foi rejeitado pelo Banco Central em setembro.

Posicionamento oficial

Em nota divulgada nesta manhã, o BRB afirmou que “sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência”, prestando informações regulares ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre todas as negociações envolvendo o Banco Master.

O GDF, por sua vez, garantiu que o BRB mantém “capacidade plena de operação, segurança administrativa e financeira”, sem impacto na liquidez, solvência ou continuidade dos serviços. A administração distrital informou ainda que adotará medidas adicionais de governança, compliance e controle interno enquanto acompanha as investigações.

Com a escolha de Celso Eloi de Souza Cavalhero, o governo local busca assegurar a continuidade da gestão do banco, que segue funcionando normalmente durante o curso das apurações.

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