Artista queer de Teresina, Getúlio Abelha une forró, brega, pop e eletrônico em show teatral. Ele divulga Autópsia+ (versão expandida de 12 faixas) no 'Cultura Livre' neste sábado (24), às 19h30.
O cantor, compositor e performer Getúlio Abelha será o convidado do programa “Cultura Livre”, da TV Cultura, neste sábado (24), às 19h30. Natural de Teresina (PI), o artista queer construiu uma obra que combina forró, brega, pop e música eletrônica, marcada por humor, experimentação sonora e teatralidade.
A participação no programa acontece no ano em que Getúlio lançou a versão expandida do projeto de 2025, “Autópsia+”. Com 12 faixas, o álbum aprofunda a mistura de ritmos nordestinos e sonoridades contemporâneas, reunindo composições que unem letras de atmosfera sombria a arranjos dançantes.
Em outubro, o cantor também encerra a turnê do projeto com dois shows no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, nos dias 23 e 24. A agenda de apresentações integra a estratégia de levar ao palco a mesma estética cênica que acompanha suas gravações e videoclipes.
Nascido em Teresina, Getúlio viveu em Fortaleza, onde deu início à trajetória artística entre música, teatro, dança e audiovisual. A experiência nas artes cênicas influenciou diretamente suas performances, que costumam incluir figurinos, coreografias e personagens.
O artista ganhou visibilidade com o videoclipe “Laricado”, que apresentou ao público sua combinação de referências populares e estética irreverente. Em 2021, lançou o primeiro álbum, “Marmota”, com 12 faixas que aproximam forró eletrônico, brega, pop e punk.
Entre as músicas mais conhecidas estão “Voguebike”, “Sinal Fechado” e “Toda Semana”. Getúlio também participou de colaborações com outros nomes da cena: remix de “Amor de Que” com Pabllo Vittar, a faixa “Dubye” com Danny Bond e “Baião de Dois” com Aretuza Lovi.
A mistura de ritmos e a presença cênica levaram Getúlio a palcos de festivais no Brasil e no exterior. Em dezembro de 2023, integrou a programação do Primavera Sound São Paulo. Também passou pelo Rec-Beat (Pernambuco), MADA (Rio Grande do Norte), Nômade Festival (São Paulo) e Festival Sensacional (Belo Horizonte), além de participar do MIL Lisboa, em Portugal.
Em 2025, Getúlio lançou o álbum “Autópsia”, trabalho que explora temas como morte, despedida e transformação por meio de uma mistura de forró, seresta, bolero, funk e emocore. O projeto foi apontado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) entre os destaques musicais daquele ano.
Em março de 2026, o artista ampliou o álbum com “Autópsia+”, que reúne 12 faixas, incluindo músicas inéditas como “O Corte”, “Brincadeira do Ossinho”, “Zé Pinguelo”, “Espantalho” e “A Cova”. No palco, a experimentação musical continua a se somar à performance teatral — característica presente desde o início da carreira — e com “Autópsia+” o cantor aprofunda a combinação de referências nordestinas e eletrônicas que marca sua trajetória.
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