A maioria dos comentaristas da Globo são ex-jogadores identificados com clubes, e isso nem sempre é considerado ao montar as equipes. Casos de torcedores analisando rivais têm gerado críticas e perguntas.
Qual é, afinal, o padrão da Globo na escalação dos comentaristas para os jogos de futebol? O texto levanta a questão sem encerrar uma resposta: à exceção de Ana Thaís Matos, a maioria é formada por ex-jogadores, identificados publicamente com os clubes pelos quais atuaram. Isso, por si só, não seria problema.
O ponto que suscita estranheza, segundo a matéria, é que nem sempre essa identificação parece ser levada em conta na escolha das equipes de transmissão. Um flamenguista comentando um jogo do Vasco ou um corintiano analisando uma partida do Palmeiras são exemplos citados que geram questionamento entre o público. O argumento não é que o passado comprometa a imparcialidade, mas que a convivência entre identificação e função poderia merecer observação mais clara na hora da escalação.
No jogo entre São Paulo e Corinthians, na quarta-feira, a escalada foi apontada como coerente, com Caio Ribeiro e Ricardinho. Já em Palmeiras e Vasco, no domingo, a presença de Ana Thaís e Roger Flores foi apresentada como exemplo de escolha que, aos olhos de parte da audiência, não faria sentido. O texto ressalta que não se trata de questionar competência, mas de entender um critério que, para muitos, parece inexistente.
No panorama mais amplo das emissoras, observa-se um recuo em relação a novidades e mudanças nas grades. A avaliação em circulação é de que um pé no freio tem prevalecido e que o momento recomenda cautela antes de apresentar novidades significativas ao público.
Entre as redes, a Band teve de rever planos: manteve apenas a estreia do “Dossiê Celebridades” e deixou outras estreias para 2027, condicionadas a uma melhora nas condições atuais. Também houve movimentações internas: a emissora registrou quatro desligamentos, entre eles o de Denise Santana, e promoveu aproveitamentos, como no caso de Kaká Marques, que deve ser aproveitado em outros projetos do grupo.
Sobre programas especiais, a decisão final do especial de fim de ano de Roberto Carlos será tomada em reunião marcada para a segunda-feira. O show está previsto para ser gravado na Farmasi Arena, no Parque Olímpico do Rio, no dia 26, com expectativa de lotação para dez mil pessoas.
Na Jovem Pan, a saída de Fernando Pelégio foi justificada pela empresa como revisão de prioridades estratégicas, com foco em jornalismo, esportes e entretenimento. A mudança levantou questionamentos sobre planejamento e deixou em evidência dúvidas sobre o futuro de alguns executivos. A situação de Walter Zagari segue com rotina normal, mantendo trabalho na área comercial durante a fase de ajustes.
Bate-Rebate
- Leonardo Brício: integra o elenco de Vida Dupla, próxima novela do Globoplay, escrita por Ricardo Linhares e dirigida por Noa Bressane; marcará o reencontro com novelas após 22 anos.
- Pluto TV: amplia oferta esportiva com o canal SportyNet, que terá transmissões de LALIGA, Serie A, Bundesliga e Séries B e C do Brasileirão, além de programas originais.
- Leandro Hassum: protagoniza e assina a criação de Voltei na Foto, com estreia no Globoplay; elenco inclui Tony Ramos, Regiane Alves, Eliane Giardini e Luis Miranda, direção de Matheus Malafaia.
- Marcelo Gomes: será diretor-geral de Quem Matou PC Farias?, nova série da Amazon Prime Video, dividindo direção com Luciana Baptista; Gustavo Mello e Guilherme César são showrunners.
- SBT: celebra boa recepção do Sessão +SBT entre o público.
Por fim, circulou nos bastidores a proposta — em mensagem de áudio enviada ao presidente Marcelo Teixeira — de convidar Cristiano Ronaldo para vestir a camisa do Santos no próximo Paulistão, com a possibilidade de o craque marcar seu milésimo gol em um campeonato brasileiro. Resta aguardar desdobramentos.
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