No Google Cloud Summit Brasil, a empresa anunciou que vai dobrar a capacidade local de processamento, armazenamento e computação de IA até 2030. Não informou valores nem confirmou novos centros de dados.
O Google anunciou que vai dobrar sua infraestrutura técnica no Brasil até 2030 para atender ao crescimento da demanda por serviços de nuvem e inteligência artificial (IA). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24), durante o Google Cloud Summit Brasil, em São Paulo, e prevê ampliar a capacidade local de processamento, armazenamento e computação de IA de alto desempenho.
A companhia não revelou quanto pretende investir na expansão nem informou, até o momento, se o plano envolve a construção de novos data centers no país. A iniciativa também inclui a chegada de mais hardware voltado para IA: máquinas virtuais G4 equipadas com GPUs NVIDIA RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition já estão disponíveis na região brasileira do Google Cloud, localizada em São Paulo.
A expansão ocorre em um momento de forte crescimento da demanda por capacidade computacional para inteligência artificial. Diferentemente de serviços tradicionais de nuvem, treinamento e execução de modelos de IA podem exigir grandes quantidades de aceleradores, como GPUs e as Tensor Processing Units (TPUs) desenvolvidas pelo próprio Google.
Em 2025, a empresa já havia anunciado que sua região de São Paulo receberia o Trillium, a sexta geração de suas TPUs, com desempenho máximo quatro vezes superior e eficiência energética 67% maior que a geração anterior. Agora, o plano é aumentar a infraestrutura técnica brasileira como um todo até 2030, com o objetivo de elevar a capacidade de processamento e armazenamento e de suportar aplicações de IA de alto desempenho.
As novas máquinas G4, com arquitetura Blackwell da NVIDIA, podem ser empregadas em tarefas como inferência — etapa em que um modelo já treinado processa informações para produzir respostas — e em aplicações de IA que precisam operar em tempo real. A disponibilidade dessas instâncias na região paulista amplia as opções locais para empresas e desenvolvedores que dependem de baixa latência e de potência de processamento.
O anúncio também acontece poucos dias após a sanção do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), criado para incentivar investimentos em infraestrutura de processamento no Brasil. O regime reduz a carga tributária sobre equipamentos destinados a data centers, incluindo infraestrutura voltada a computação em nuvem, processamento de alto desempenho e treinamento e inferência de modelos de IA.
Por enquanto, porém, o Google não vinculou publicamente o plano anunciado nesta quinta-feira ao Redata, tampouco detalhou se dobrar sua infraestrutura significa ampliar instalações existentes, contratar capacidade adicional ou construir novos centros de dados. Esses pontos devem ser esclarecidos à medida que a empresa avançar com o plano até 2030.
Com colaboração de Viviane França.
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