O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou nesta segunda-feira (13 de julho de 2026) que o Palácio do Planalto estabeleceu um acordo para modificar trechos da Medida Provisória 1.343 de 2026, conhecida como MP do Frete. O intuito é viabilizar a votação da proposta no Senado, marcada para amanhã, 14 de julho.
A declaração foi feita após uma reunião entre representantes do governo e da oposição, motivada pela greve dos caminhoneiros que teve início no domingo, 12 de julho. Randolfe expressou sua expectativa de que a medida seja apreciada. “Vou comunicar sobre esse acordo agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e nossa expectativa é colocar a MP em apreciação amanhã”, disse o senador.
Para evitar que o texto sofra alterações significativas e precise retornar à Câmara dos Deputados, o que dificultaria a aprovação, o governo decidiu dividir as modificações em duas frentes: emendas de redação e vetos que serão aplicados posteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até cinco dispositivos serão alterados, segundo informações do governo.
As principais mudanças incluem: quanto ao piso salarial, o texto original, relatado pelo deputado Zé Trovão (PL-SP), estipulava um piso de R$ 5.000 para motoristas de longa distância. O acordo prevê a manutenção do piso, mas sem a definição de um valor específico na legislação. “Há um acordo, inclusive com os caminhoneiros, em relação a isso”, afirmou Randolfe.
Além disso, o governo vetará o artigo 4º da medida provisória, que previa a anistia para caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias federais após as eleições presidenciais de 2022. Randolfe comentou que outras demandas da oposição também serão atendidas através de vetos acordados e ajustes de redação. “Muitas preocupações foram colocadas, mas não há conflito com os caminhoneiros e as questões podem ser ajustadas por emenda de redação”, declarou.
O senador também destacou que a Secretaria Geral da Presidência da República mantém um diálogo aberto com os manifestantes para apresentar os resultados do acordo e, assim, conter a paralisação nacional. “Creio que não subsistirá mais razão para qualquer tipo de paralisação, porque tivemos uma reunião produtiva”, concluiu Randolfe.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

