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Brasil

Haddad: ‘Lei deve ser aplicada’ após PF mirar Jaques Wagner

Haddad defende a aplicação da lei em caso de Jaques Wagner em entrevista recente.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h46
Haddad: ‘Lei deve ser aplicada’ após PF mirar Jaques Wagner

Pré-candidato ao governo de SP comentou operação que investigou senador petista. Haddad defendeu isonomia na Justiça e disse torcer para que ela seja feita.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), manifestou apoio à aplicação rigorosa da lei, sem distinção política, ao se referir à operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA). A declaração foi feita durante uma entrevista ao Kritikê Podcast na última quinta-feira, 18 de junho de 2026.

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“A lei tem que ser aplicada independentemente de torcida”, afirmou Haddad, acrescentando que “eu torço para que a Justiça seja feita”.

A operação, que é parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigou um suposto esquema de fraudes e corrupção vinculado ao Banco Master. As autoridades realizaram buscas e apreensões em endereços relacionados a Wagner, ação que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Durante a execução dos mandados, foram encontrados valores em espécie que somam US$ 55.000 e 33.000 euros, totalizando aproximadamente R$ 471 mil. A investigação apura indícios de que o senador pode ter recebido vantagens indevidas associadas ao Banco Master, que é controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Além disso, a apuração também analisa a compra de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

Os investigadores identificaram uma transferência de R$ 3,5 milhões de uma empresa relacionada ao empresário Augusto Lima para membros da família do senador, o que é visto como um indício da relação entre Wagner e o empresário.

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Haddad, ao comentar o caso, destacou que a proximidade política não deve interferir nas ações das instituições. “Eu vou lamentar se uma pessoa próxima a mim errou, porque é uma pessoa que eu conhecia. Mas eu não posso desejar que a lei não seja aplicada, até para o bem da sociedade”, afirmou.

Ele também frisou que os direitos dos adversários devem ser preservados: “Se um adversário meu não errou, ele tem que ter os seus direitos garantidos de defesa. E, se um aliado meu errou e está comprovado, paciência. O país tem que funcionar assim”.

A defesa de Wagner, por meio de sua assessoria, comentou que os valores apreendidos correspondem a diárias legais recebidas em missões internacionais e que foram devidamente declarados. O senador ressaltou que não é réu nem foi denunciado em qualquer processo relacionado às investigações e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

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“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas”, diz a nota.

As investigações da Operação Compliance Zero foram autorizadas pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025, e desde então, várias fases da operação têm avançado, com prisões e apreensões significativas no âmbito das fraudes relacionadas ao Banco Master.

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Pré-candidato ao governo de SP comentou operação que investigou senador petista. Haddad defendeu isonomia na Justiça e disse torcer para que ela seja feita.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), manifestou apoio à aplicação rigorosa da lei, sem distinção política, ao se referir à operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA). A declaração foi feita durante uma entrevista ao Kritikê Podcast na última quinta-feira, 18 de junho de 2026.

“A lei tem que ser aplicada independentemente de torcida”, afirmou Haddad, acrescentando que “eu torço para que a Justiça seja feita”.

A operação, que é parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigou um suposto esquema de fraudes e corrupção vinculado ao Banco Master. As autoridades realizaram buscas e apreensões em endereços relacionados a Wagner, ação que foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Durante a execução dos mandados, foram encontrados valores em espécie que somam US$ 55.000 e 33.000 euros, totalizando aproximadamente R$ 471 mil. A investigação apura indícios de que o senador pode ter recebido vantagens indevidas associadas ao Banco Master, que é controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Além disso, a apuração também analisa a compra de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

Os investigadores identificaram uma transferência de R$ 3,5 milhões de uma empresa relacionada ao empresário Augusto Lima para membros da família do senador, o que é visto como um indício da relação entre Wagner e o empresário.

Haddad, ao comentar o caso, destacou que a proximidade política não deve interferir nas ações das instituições. “Eu vou lamentar se uma pessoa próxima a mim errou, porque é uma pessoa que eu conhecia. Mas eu não posso desejar que a lei não seja aplicada, até para o bem da sociedade”, afirmou.

Ele também frisou que os direitos dos adversários devem ser preservados: “Se um adversário meu não errou, ele tem que ter os seus direitos garantidos de defesa. E, se um aliado meu errou e está comprovado, paciência. O país tem que funcionar assim”.

A defesa de Wagner, por meio de sua assessoria, comentou que os valores apreendidos correspondem a diárias legais recebidas em missões internacionais e que foram devidamente declarados. O senador ressaltou que não é réu nem foi denunciado em qualquer processo relacionado às investigações e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.

“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas”, diz a nota.

As investigações da Operação Compliance Zero foram autorizadas pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025, e desde então, várias fases da operação têm avançado, com prisões e apreensões significativas no âmbito das fraudes relacionadas ao Banco Master.

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