A marca faturou €4,09 bilhões no trimestre encerrado em junho, com crescimento orgânico frente ao ano anterior. O avanço foi geral, exceto no Oriente Médio; na Ásia-Pacífico (incl. China) a alta foi de apenas 2,5%.
A Hermès registrou uma receita de 4,09 bilhões de euros no trimestre encerrado em junho, representando uma alta orgânica de 6,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento foi superior ao avanço de 5,6% registrado no primeiro trimestre de 2026.
A companhia francesa atribuiu seu desempenho positivo ao crescimento observado em todas as regiões, exceto no Oriente Médio, que foi impactado por conflitos. No entanto, na região da Ásia-Pacífico, que exclui o Japão e inclui a China, a receita apresentou um aumento de apenas 2,5% em relação ao ano anterior, mantendo um ritmo semelhante ao dos primeiros meses de 2026.
Analistas do Citi comentaram que os números não indicaram sinais claros de recuperação no mercado chinês, que é considerado fundamental para o setor de luxo. O setor vinha apostando em uma melhora em 2026, após anos de baixa demanda por acessórios e alta-costura, especialmente na China. A LVMH, uma referência no segmento, também apontou para uma evolução limitada no mercado chinês em comparação ao trimestre anterior.
Além do cenário econômico desafiador na China, as marcas europeias enfrentam uma crescente concorrência de fabricantes locais. A Bernstein observou que marcas chinesas de artigos de couro estão conquistando espaço entre o luxo tradicional e a moda de massa, o que pressiona a participação de mercado das marcas europeias.
A Hermès reafirmou sua meta de crescimento de vendas a câmbio constante no médio prazo, mesmo diante de um ambiente econômico e geopolítico adverso. A companhia continua a se posicionar como uma das líderes do setor de luxo, mantendo suas estratégias de mercado e inovação.
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