Preso em flagrante após apresentar documento com dados de terceira pessoa
Um homem de 54 anos foi detido em flagrante na manhã desta terça-feira (10) dentro da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), em Aracaju, após apresentar uma carteira de identidade com a própria foto, mas contendo os dados de outra pessoa. Ele havia ido à unidade para prestar esclarecimentos sobre um boletim de ocorrência no qual estava registrado como vítima.
De acordo com a Polícia Civil, ao verificar o documento nos sistemas institucionais, os investigadores encontraram um registro anterior, de 2023, na 6ª Delegacia Metropolitana (6ª DM). Nesse boletim, a mãe da pessoa cujo nome foi usado havia informado que alguém vinha utilizando os dados do filho — que tem diagnóstico de esquizofrenia — para realizar cadastros e obter benefícios em órgãos públicos, incluindo o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Diante da suspeita, foi acionado um papiloscopista do Instituto de Identificação. Após consultas em bases de dados, o perito constatou que a carteira de identidade apresentada pelo homem estava adulterada. Confrontado com o resultado da perícia, o suspeito admitiu a falsificação.
Durante o depoimento, ele relatou que há cerca de cinco ou seis anos encontrou a documentação original da vítima em um lixo e, a partir desses dados, confeccionou uma nova identidade contendo sua própria fotografia mas mantendo as informações pessoais do outro homem.
Os policiais também recolheram com o detido um CPF impresso, cartão de vacinação, um cartão bancário do Banese e comprovantes de movimentações financeiras, todos em nome da pessoa lesada. Segundo a confissão, o preso abriu uma conta poupança para movimentar os valores e recebeu parcelas de R$ 600 referentes ao benefício do Bolsa Família utilizando a identidade falsa.

A ação foi coordenada pelo delegado Henrique Cesar Tomiello. Ainda conforme a investigação, o homem já cumpriu seis meses de pena por crime semelhante relacionado ao uso de documento falso.
Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de uso de documento falso, estelionato e falsidade ideológica. A Polícia Civil requereu a conversão da prisão em preventiva com o objetivo de resguardar a ordem pública. O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.
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