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Hubble capta ‘cauda’ ondulada em Beta Pictoris após impacto titânico

Hubble detecta 'cauda' em Beta Pictoris — estrutura equivalente a 500 voltas no Sistema Solar ou 200 trilhões de 'gatinhos', possivelmente causada por colisão.

05/11/2026 · 09h48 · Atualizado às 10h50
Hubble capta ‘cauda’ ondulada em Beta Pictoris após impacto titânico

Telescópio espacial viu estrutura ondulada num disco de detritos a 60 anos‑luz. Pesquisadores dizem que é vestígio de colisão entre dois corpos do tamanho de Plutão, com escala para centenas de voltas no Sistema Solar.

O telescópio Hubble revelou uma estrutura incomum no disco de detritos de Beta Pictoris, sistema planetário localizado a mais de 60 anos‑luz da Terra. A formação ondulada lembra a cauda de um gatinho — apelido dado pelos astrônomos — e é interpretada como possível vestígio de uma colisão entre dois corpos com tamanho comparável ao de Plutão.

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Segundo os pesquisadores, a própria imagem sublinha a escala extraordinária do fenômeno: só a “cauda” teria dimensão suficiente para dar 500 voltas no Sistema Solar ou equivaler, em termos figurativos, a 200 trilhões de gatinhos. Esses números ajudam a traduzir, em termos acessíveis, a amplitude do material expelido e distribuído no disco que circunda a estrela.

O estudo também destaca diferenças de evolução entre os sistemas. Enquanto o nosso Sistema Solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos, Beta Pictoris é descrito como um verdadeiro filhote, com no máximo alguns milhões de anos. Por ser jovem, o sistema continua sujeito a colisões entre corpos planetários, processos que se assemelham ao que teria ocorrido na juventude do Sistema Solar e que hoje não podem mais ser observados aqui.

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Os dados indicam que a cauda é composta por longas cadeias de átomos de carbono, capazes de absorver luz e conferir uma aparência escura à estrutura. Além disso, os pesquisadores identificaram uma distorção aparente na trilha de matéria, que parece resultar da interação entre a cauda e um dos planetas do sistema — um indício de que planetas massivos influenciam a dinâmica do disco a grandes distâncias.

“Isso nos dá mais uma linha de evidência sobre como os planetas gigantes influenciam os cometas por meio de sua imensa força gravitacional. É uma prova de quão profundamente esses planetas massivos realmente influenciam a poeira e os corpos gelados ao seu redor, em um raio de centenas de unidades astronômicas.”

A declaração acima foi atribuída a Arin Avsar, autor que liderou o estudo. O artigo com os resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. Para a comunidade científica, observações como essa em sistemas jovens como Beta Pictoris oferecem janelas importantes sobre a formação e a dinâmica de planetas e corpos menores nas fases iniciais de evolução, complementando o que se conhece a partir do estudo do Sistema Solar e de outros sistemas observáveis.

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Telescópio espacial viu estrutura ondulada num disco de detritos a 60 anos‑luz. Pesquisadores dizem que é vestígio de colisão entre dois corpos do tamanho de Plutão, com escala para centenas de voltas no Sistema Solar.

O telescópio Hubble revelou uma estrutura incomum no disco de detritos de Beta Pictoris, sistema planetário localizado a mais de 60 anos‑luz da Terra. A formação ondulada lembra a cauda de um gatinho — apelido dado pelos astrônomos — e é interpretada como possível vestígio de uma colisão entre dois corpos com tamanho comparável ao de Plutão.

Segundo os pesquisadores, a própria imagem sublinha a escala extraordinária do fenômeno: só a “cauda” teria dimensão suficiente para dar 500 voltas no Sistema Solar ou equivaler, em termos figurativos, a 200 trilhões de gatinhos. Esses números ajudam a traduzir, em termos acessíveis, a amplitude do material expelido e distribuído no disco que circunda a estrela.

O estudo também destaca diferenças de evolução entre os sistemas. Enquanto o nosso Sistema Solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos, Beta Pictoris é descrito como um verdadeiro filhote, com no máximo alguns milhões de anos. Por ser jovem, o sistema continua sujeito a colisões entre corpos planetários, processos que se assemelham ao que teria ocorrido na juventude do Sistema Solar e que hoje não podem mais ser observados aqui.

Os dados indicam que a cauda é composta por longas cadeias de átomos de carbono, capazes de absorver luz e conferir uma aparência escura à estrutura. Além disso, os pesquisadores identificaram uma distorção aparente na trilha de matéria, que parece resultar da interação entre a cauda e um dos planetas do sistema — um indício de que planetas massivos influenciam a dinâmica do disco a grandes distâncias.

“Isso nos dá mais uma linha de evidência sobre como os planetas gigantes influenciam os cometas por meio de sua imensa força gravitacional. É uma prova de quão profundamente esses planetas massivos realmente influenciam a poeira e os corpos gelados ao seu redor, em um raio de centenas de unidades astronômicas.”

A declaração acima foi atribuída a Arin Avsar, autor que liderou o estudo. O artigo com os resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. Para a comunidade científica, observações como essa em sistemas jovens como Beta Pictoris oferecem janelas importantes sobre a formação e a dinâmica de planetas e corpos menores nas fases iniciais de evolução, complementando o que se conhece a partir do estudo do Sistema Solar e de outros sistemas observáveis.

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