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Brasil

“Ice”: nova droga derivada da maconha assusta famílias de classe média e alta no Brasil

Uma nova droga sintética, chamada "Ice", tem ganhado espaço nas festas e círculos sociais de classe média e alta no Brasil, acendendo o alerta das autoridades de saúde pública e segurança. Mais potente e cara que a maconha comum, a substância agora também é produzida em território nacional e amplamente comercializada pelas redes sociais e apps de mensagens.

30/06/2025 · 10h07 · Atualizado às 19h06
“Ice”: nova droga derivada da maconha assusta famílias de classe média e alta no Brasil

Substância altamente viciante tem circulação crescente por redes sociais e preocupa autoridades de saúde e segurança

Uma nova droga sintética, chamada “Ice”, tem ganhado espaço nas festas e círculos sociais de classe média e alta no Brasil, acendendo o alerta das autoridades de saúde pública e segurança. Mais potente e cara que a maconha comum, a substância agora também é produzida em território nacional e amplamente comercializada pelas redes sociais e apps de mensagens.

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Conhecida como a “maconha de playboy”, o Ice é descrito como uma versão ultraconcentrada da maconha. Produzido a partir da flor da planta, o processo envolve batimento com gelo e filtragem, resultando numa substância com altíssimo teor de THC — o princípio ativo responsável pelos efeitos psicoativos.

“O Ice é cerca de dez vezes mais viciante e até cinquenta vezes mais caro que a maconha tradicional”, alerta o delegado Luiz Alberto Guerra, do Departamento de Narcóticos (Denarc). Segundo ele, a droga está presente principalmente em festas privadas e ambientes frequentados por jovens com maior poder aquisitivo.

Efeitos e riscos à saúde

De acordo com o psiquiatra Guilherme Kortas, os efeitos da substância variam de acordo com a dose e a frequência de uso. “Pode causar desde dificuldade de concentração e ansiedade, até quadros psicóticos nos casos mais graves”, alerta.

A facilidade de acesso e o apelo entre consumidores jovens preocupam profissionais da saúde mental, que já observam um aumento na procura por tratamentos em clínicas especializadas.

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Tráfico e redes sociais

Apesar de ser uma droga ilícita, o Ice circula livremente em canais digitais, dificultando o rastreio pelas autoridades. A produção nacional, segundo a polícia, aumentou a oferta e reduziu o custo logístico para traficantes.

“É uma droga que desafia o modelo tradicional de combate ao tráfico, porque mistura glamour, marketing e acesso facilitado”, diz Guerra.

O caso reforça a necessidade de educação preventiva, atuação das famílias e ações integradas entre saúde pública e forças de segurança.

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📸 Vídeo: TV Globo

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Substância altamente viciante tem circulação crescente por redes sociais e preocupa autoridades de saúde e segurança

Uma nova droga sintética, chamada “Ice”, tem ganhado espaço nas festas e círculos sociais de classe média e alta no Brasil, acendendo o alerta das autoridades de saúde pública e segurança. Mais potente e cara que a maconha comum, a substância agora também é produzida em território nacional e amplamente comercializada pelas redes sociais e apps de mensagens.

Conhecida como a “maconha de playboy”, o Ice é descrito como uma versão ultraconcentrada da maconha. Produzido a partir da flor da planta, o processo envolve batimento com gelo e filtragem, resultando numa substância com altíssimo teor de THC — o princípio ativo responsável pelos efeitos psicoativos.

“O Ice é cerca de dez vezes mais viciante e até cinquenta vezes mais caro que a maconha tradicional”, alerta o delegado Luiz Alberto Guerra, do Departamento de Narcóticos (Denarc). Segundo ele, a droga está presente principalmente em festas privadas e ambientes frequentados por jovens com maior poder aquisitivo.

Efeitos e riscos à saúde

De acordo com o psiquiatra Guilherme Kortas, os efeitos da substância variam de acordo com a dose e a frequência de uso. “Pode causar desde dificuldade de concentração e ansiedade, até quadros psicóticos nos casos mais graves”, alerta.

A facilidade de acesso e o apelo entre consumidores jovens preocupam profissionais da saúde mental, que já observam um aumento na procura por tratamentos em clínicas especializadas.

Tráfico e redes sociais

Apesar de ser uma droga ilícita, o Ice circula livremente em canais digitais, dificultando o rastreio pelas autoridades. A produção nacional, segundo a polícia, aumentou a oferta e reduziu o custo logístico para traficantes.

“É uma droga que desafia o modelo tradicional de combate ao tráfico, porque mistura glamour, marketing e acesso facilitado”, diz Guerra.

O caso reforça a necessidade de educação preventiva, atuação das famílias e ações integradas entre saúde pública e forças de segurança.

📸 Vídeo: TV Globo

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