O pré-candidato ao Senado e médico anestesiologista do SUS, Eduardo Amorim (Republicanos), afirma que a atuação da Iguá Saneamento em Sergipe completa um ano sob forte reclamação pública e problemas recorrentes de abastecimento. Segundo Amorim, o período é um “fracasso” tanto da empresa quanto do Governo do Estado, diante de denúncias sobre falta de água, aumento de tarifas e ausência de melhorias efetivas nos serviços.
Amorim ressaltou que a população enfrenta interrupções frequentes no fornecimento de água, muitas vezes sem aviso prévio, e relatou casos em que famílias passaram dias sem acesso ao serviço básico. Em entrevista, afirmou que o período de adaptação já terminou e cobrou providências imediatas: “Falta de água constante e população passando por muitas dificuldades. Uma situação completamente desastrosa para a empresa e para o Governo”, disse.
Relatos de moradores apontam demora na solução de problemas e oscilações no abastecimento em diversos bairros da capital e do interior. O político citou impacto na prestação de serviços de saúde, mencionando um episódio recente em uma clínica de hemodiálise em Aracaju que sofreu com a interrupção do abastecimento. Ele também criticou a justificativa da empresa e do governo, que atribuíram algumas quedas no sistema a atos de vandalismo.
Além das deficiências no fornecimento de água, Amorim lembrou denúncias recentes de danos ambientais em áreas de mangue relacionados à atuação da empresa, e pediu maior fiscalização sobre a concessão. “As cláusulas de desempenho não estão sendo cumpridas. São 365 dias de promessas não entregues, de falhas no abastecimento e de desrespeito com a população sergipana”, afirmou.
Concessão
A Iguá Saneamento assumiu a concessão dos serviços da Microrregião de Água e Esgoto de Sergipe (Maes) após vencer leilão na B3, em São Paulo, em 4 de setembro de 2024. O contrato tem duração de 35 anos e abrange os 75 municípios do estado, incluindo capital e interior, atendendo cerca de 2,3 milhões de pessoas. A outorga foi de R$ 4,53 bilhões, com ágio de 122,63%, e o acordo prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos e a promessa de geração de cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.

No contrato estão previstos 11 indicadores de desempenho, entre eles índice de cobertura de água, índice de descontinuidade do abastecimento, índice de satisfação dos usuários e índice de eficiência para reparo e desobstrução na rede. Para Amorim, esses parâmetros não estão sendo cumpridos e a população permanece insatisfeita com o serviço prestado.
A reportagem segue as informações fornecidas por Eduardo Amorim sobre o primeiro ano de operação da concessão em Sergipe.
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