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Educação

Imersão de verão na Fiocruz estimula 150 alunas a seguir carreira científica

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu as portas de seu campus em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, para 150 estudantes do ensino médio participarem de três dias de atividades que mostram, na prática, como se faz ciência no país. […]

11/02/2026 · 22h04 · Atualizado às 19h20
Imersão de verão na Fiocruz estimula 150 alunas a seguir carreira científica

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu as portas de seu campus em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, para 150 estudantes do ensino médio participarem de três dias de atividades que mostram, na prática, como se faz ciência no país.

A iniciativa faz parte da Imersão de Verão, programa criado em 2020 para aproximar alunas da realidade de 13 unidades de pesquisa da instituição. Durante a visita, elas circularam por laboratórios com microscópios e provetas, conheceram o Laboratório de Conservação Preventiva – responsável pela preservação do patrimônio histórico da Fiocruz – e visitaram a redação da revista Cadernos de Saúde Pública, atualmente conduzida por três co-editoras-chefes.

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Interesse despertado cedo

Entre as participantes está Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, aluna do curso técnico em Química no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) em Duque de Caxias. Incentivada desde criança pela mãe, que a chamava de “cientista maluca” por misturar produtos em casa, Raíssa ingressou na imersão em 2025 e voltou este ano. “Não há maluquice nenhuma em querer ser cientista”, comentou.

A colega Beatriz Antônio da Silva, também de 17 anos e do mesmo campus, foi levada pela amiga e contou que passou a olhar a carreira científica com outros olhos após ouvir relatos de uma professora de física sobre os obstáculos enfrentados por mulheres negras na universidade. “Ela quer abrir portas para a gente”, relatou.

Rede de apoio feminino

A analista de gestão em saúde pública Beatriz Duqueviz é coordenadora-adjunta do Programa Meninas e Mulheres na Ciência da Fiocruz, que atua em três frentes: valorização de pesquisadoras, estudos sobre gênero e estímulo vocacional para meninas. Segundo ela, o desestímulo começa na infância e se agrava quando adolescentes, especialmente de baixa renda, dividem o tempo de estudo com tarefas domésticas.

Duqueviz reforça que não é preciso “nascer gênio” para ser cientista: “Basta curiosidade e disciplina para buscar respostas”.

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Novos horizontes

Moradora de Bangu, na zona oeste, Duane de Souza, 17 anos, estuda no IFRJ – Campus Maracanã e descobriu a seleção pelas redes sociais. Interessada em biologia, saiu da Fiocruz motivada: “Antes achava que pesquisa era algo muito complicado, mas vi que não é bem assim”.

Já Sulamita do Nascimento Morais, também de 17 anos, aluna de escola estadual no Méier e bolsista de iniciação científica, decidiu cursar ciência da computação. “Projetos como este mostram que é possível ter voz na tecnologia sendo mulher”, afirmou.

Para Luciana Dias de Lima, co-editora-chefe de Cadernos de Saúde Pública, as oficinas ajudam a revelar o caráter coletivo e multidisciplinar da pesquisa. “Chegar a postos mais altos ainda é um desafio, pois dividimos o trabalho científico com outros cuidados, como a família, além de enfrentar estereótipos sobre ‘nosso lugar’”, observou.

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A imersão se encerrou com a mensagem de que, independentemente da área escolhida, há espaço para todas na ciência brasileira.

Com informações de Agência Brasil

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No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu as portas de seu campus em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, para 150 estudantes do ensino médio participarem de três dias de atividades que mostram, na prática, como se faz ciência no país.

A iniciativa faz parte da Imersão de Verão, programa criado em 2020 para aproximar alunas da realidade de 13 unidades de pesquisa da instituição. Durante a visita, elas circularam por laboratórios com microscópios e provetas, conheceram o Laboratório de Conservação Preventiva – responsável pela preservação do patrimônio histórico da Fiocruz – e visitaram a redação da revista Cadernos de Saúde Pública, atualmente conduzida por três co-editoras-chefes.

Interesse despertado cedo

Entre as participantes está Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, aluna do curso técnico em Química no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) em Duque de Caxias. Incentivada desde criança pela mãe, que a chamava de “cientista maluca” por misturar produtos em casa, Raíssa ingressou na imersão em 2025 e voltou este ano. “Não há maluquice nenhuma em querer ser cientista”, comentou.

A colega Beatriz Antônio da Silva, também de 17 anos e do mesmo campus, foi levada pela amiga e contou que passou a olhar a carreira científica com outros olhos após ouvir relatos de uma professora de física sobre os obstáculos enfrentados por mulheres negras na universidade. “Ela quer abrir portas para a gente”, relatou.

Rede de apoio feminino

A analista de gestão em saúde pública Beatriz Duqueviz é coordenadora-adjunta do Programa Meninas e Mulheres na Ciência da Fiocruz, que atua em três frentes: valorização de pesquisadoras, estudos sobre gênero e estímulo vocacional para meninas. Segundo ela, o desestímulo começa na infância e se agrava quando adolescentes, especialmente de baixa renda, dividem o tempo de estudo com tarefas domésticas.

Duqueviz reforça que não é preciso “nascer gênio” para ser cientista: “Basta curiosidade e disciplina para buscar respostas”.

Novos horizontes

Moradora de Bangu, na zona oeste, Duane de Souza, 17 anos, estuda no IFRJ – Campus Maracanã e descobriu a seleção pelas redes sociais. Interessada em biologia, saiu da Fiocruz motivada: “Antes achava que pesquisa era algo muito complicado, mas vi que não é bem assim”.

Já Sulamita do Nascimento Morais, também de 17 anos, aluna de escola estadual no Méier e bolsista de iniciação científica, decidiu cursar ciência da computação. “Projetos como este mostram que é possível ter voz na tecnologia sendo mulher”, afirmou.

Para Luciana Dias de Lima, co-editora-chefe de Cadernos de Saúde Pública, as oficinas ajudam a revelar o caráter coletivo e multidisciplinar da pesquisa. “Chegar a postos mais altos ainda é um desafio, pois dividimos o trabalho científico com outros cuidados, como a família, além de enfrentar estereótipos sobre ‘nosso lugar’”, observou.

A imersão se encerrou com a mensagem de que, independentemente da área escolhida, há espaço para todas na ciência brasileira.

Com informações de Agência Brasil

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