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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Educação

Ingresso no ensino superior cresce entre 2023 e 2024 e EAD passa a ter mais matrículas que o presencial

O número de matrículas no ensino superior aumentou entre 2023 e 2024, alcançando 10,23 milhões de alunos, segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior. O total de matriculados é superior à população do estado de Pernambuco, que tem 9,5 milhões de habitantes.

20/03/2026 · 08h55 · Atualizado às 18h35
Ingresso no ensino superior cresce entre 2023 e 2024 e EAD passa a ter mais matrículas que o presencial

O número de matrículas no ensino superior aumentou entre 2023 e 2024, alcançando 10,23 milhões de alunos, segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior. O total de matriculados é superior à população do estado de Pernambuco, que tem 9,5 milhões de habitantes.

O crescimento no período foi de 2,5%, taxa que supera a expansão populacional na maioria dos estados brasileiros, com exceção de Roraima, onde o aumento demográfico é influenciado pela imigração estrangeira. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Semesp, ligado ao Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo.

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De cada dez estudantes que ingressam no ensino superior, oito o fazem em instituições privadas. A publicação ressalta ainda a distinção entre faculdades e centros universitários: faculdades costumam concentrar-se em áreas específicas do conhecimento e dependem de aval do Ministério da Educação para a abertura de novos cursos.

Pela primeira vez na série histórica do mapa, o ensino a distância (EAD) passou a concentrar a maioria das matrículas, com 50,7% do total, enquanto o ensino presencial ficou com 49,3%. Apesar de a modalidade a distância já representar a maior fatia, a taxa de crescimento do EAD no período foi de 5,6%, ritmo menor que o observado durante os anos da pandemia de covid-19.

Abandono e evasão

O estudo, baseado em dados primários do Inep/MEC, aponta alta evasão nos cursos superiores. Em 2024, um em cada quatro estudantes da rede pública abandonou o curso. Na rede privada, a proporção de evasão foi ainda maior: dois em cada cinco alunos deixaram os cursos.

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Cursos mais procurados

No segmento a distância da rede privada, os cursos com maior procura entre 2023 e 2024 foram Pedagogia, Enfermagem e Administração. Na rede pública, as vagas a distância mais buscadas foram para Educação Física, Matemática e Letras, voltadas à formação de professores (licenciatura).

No ensino presencial, a demanda na rede privada concentrou-se em Direito, Enfermagem e Psicologia. Na rede pública, os cursos presenciais com maior procura foram Pedagogia, História e Letras, sendo História e Letras ofertados na modalidade de licenciatura.

Os dados do levantamento fornecem um panorama da distribuição das matrículas por modalidade, provedor e curso, registrando mudanças estruturais no perfil de ingresso e permanência no ensino superior.

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O número de matrículas no ensino superior aumentou entre 2023 e 2024, alcançando 10,23 milhões de alunos, segundo a 16ª edição do Mapa do Ensino Superior. O total de matriculados é superior à população do estado de Pernambuco, que tem 9,5 milhões de habitantes.

O crescimento no período foi de 2,5%, taxa que supera a expansão populacional na maioria dos estados brasileiros, com exceção de Roraima, onde o aumento demográfico é influenciado pela imigração estrangeira. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Semesp, ligado ao Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo.

De cada dez estudantes que ingressam no ensino superior, oito o fazem em instituições privadas. A publicação ressalta ainda a distinção entre faculdades e centros universitários: faculdades costumam concentrar-se em áreas específicas do conhecimento e dependem de aval do Ministério da Educação para a abertura de novos cursos.

Pela primeira vez na série histórica do mapa, o ensino a distância (EAD) passou a concentrar a maioria das matrículas, com 50,7% do total, enquanto o ensino presencial ficou com 49,3%. Apesar de a modalidade a distância já representar a maior fatia, a taxa de crescimento do EAD no período foi de 5,6%, ritmo menor que o observado durante os anos da pandemia de covid-19.

Abandono e evasão

O estudo, baseado em dados primários do Inep/MEC, aponta alta evasão nos cursos superiores. Em 2024, um em cada quatro estudantes da rede pública abandonou o curso. Na rede privada, a proporção de evasão foi ainda maior: dois em cada cinco alunos deixaram os cursos.

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Cursos mais procurados

No segmento a distância da rede privada, os cursos com maior procura entre 2023 e 2024 foram Pedagogia, Enfermagem e Administração. Na rede pública, as vagas a distância mais buscadas foram para Educação Física, Matemática e Letras, voltadas à formação de professores (licenciatura).

No ensino presencial, a demanda na rede privada concentrou-se em Direito, Enfermagem e Psicologia. Na rede pública, os cursos presenciais com maior procura foram Pedagogia, História e Letras, sendo História e Letras ofertados na modalidade de licenciatura.

Os dados do levantamento fornecem um panorama da distribuição das matrículas por modalidade, provedor e curso, registrando mudanças estruturais no perfil de ingresso e permanência no ensino superior.

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