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Inmetro avança em estudos para regulamentar baterias e pontos de recarga de veículos elétricos

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) mantém um grupo de trabalho (GT) dedicado à eletromobilidade que estuda novas...

10/05/2026 · 10h21
Inmetro avança em estudos para regulamentar baterias e pontos de recarga de veículos elétricos

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) mantém um grupo de trabalho (GT) dedicado à eletromobilidade que estuda novas regras para baterias de reposição e sistemas de recarga de veículos elétricos no Brasil. Iniciado em março de 2025, o grupo atua há cerca de um ano sob a Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf).

Os trabalhos do GT estão organizados em duas frentes principais previstas na Agenda Regulatória 2025 e mantidas nas agendas de 2026/2027. A primeira trata de baterias de íon-lítio de reposição destinadas a bicicletas elétricas e a equipamentos de microeletromobilidade autopropelidos, como patinetes e hoverboards, segmento que tem apresentado crescimento expressivo no País.

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Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que, em 2025, o mercado de bicicletas elétricas, patinetes elétricos e similares alcançou 338.970 unidades, equivalente a um aumento de cerca de 238% em relação a 2023.

A segunda linha de estudo aborda os sistemas de abastecimento para veículos elétricos (SAVE), acompanhando a expansão rápida da infraestrutura de recarga no Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e a Tupi Mobilidade, o número de eletropostos cresceu de aproximadamente 500 em março de 2021 para uma expansão acumulada de 1.584% em 2026.

Sobre os estudos e prazos

O GT prepara duas Análises de Impacto Regulatório (AIR) com o objetivo de identificar problemas regulatórios, avaliar alternativas de tratamento e medir a necessidade e os possíveis efeitos da criação de regulamentos técnicos, em conformidade com o Decreto nº 10.411/2020. A previsão é concluir essas análises até dezembro de 2026.

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Hercules Souza, chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, ressalta que o avanço da eletromobilidade exige atenção às condições de segurança e desempenho dos produtos. Segundo ele, o acompanhamento do crescimento do setor requer estudos consistentes para avaliar riscos e identificar lacunas regulatórias, com foco no atendimento aos requisitos mínimos de segurança para consumidores no mercado brasileiro.

carroeletrico_fotodivinmetro

Possíveis desdobramentos

Caso as AIR indiquem necessidade de regulamentação técnica, poderão ser estabelecidos requisitos obrigatórios de segurança para baterias e sistemas de recarga, o que implicaria mudanças na comercialização desses produtos e maior proteção aos consumidores. O GT inclui representantes de associações do setor produtivo, entidades de defesa do consumidor, laboratórios acreditados e organismos de certificação, buscando reunir subsídios técnicos que fundamentem as decisões regulatórias.

O Inmetro também pretende dar transparência ao processo, divulgando atualizações sobre o andamento dos estudos ao longo do ano, conforme as análises forem avançando e seus resultados forem consolidados.

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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) mantém um grupo de trabalho (GT) dedicado à eletromobilidade que estuda novas regras para baterias de reposição e sistemas de recarga de veículos elétricos no Brasil. Iniciado em março de 2025, o grupo atua há cerca de um ano sob a Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf).

Os trabalhos do GT estão organizados em duas frentes principais previstas na Agenda Regulatória 2025 e mantidas nas agendas de 2026/2027. A primeira trata de baterias de íon-lítio de reposição destinadas a bicicletas elétricas e a equipamentos de microeletromobilidade autopropelidos, como patinetes e hoverboards, segmento que tem apresentado crescimento expressivo no País.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que, em 2025, o mercado de bicicletas elétricas, patinetes elétricos e similares alcançou 338.970 unidades, equivalente a um aumento de cerca de 238% em relação a 2023.

A segunda linha de estudo aborda os sistemas de abastecimento para veículos elétricos (SAVE), acompanhando a expansão rápida da infraestrutura de recarga no Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e a Tupi Mobilidade, o número de eletropostos cresceu de aproximadamente 500 em março de 2021 para uma expansão acumulada de 1.584% em 2026.

Sobre os estudos e prazos

O GT prepara duas Análises de Impacto Regulatório (AIR) com o objetivo de identificar problemas regulatórios, avaliar alternativas de tratamento e medir a necessidade e os possíveis efeitos da criação de regulamentos técnicos, em conformidade com o Decreto nº 10.411/2020. A previsão é concluir essas análises até dezembro de 2026.

Hercules Souza, chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, ressalta que o avanço da eletromobilidade exige atenção às condições de segurança e desempenho dos produtos. Segundo ele, o acompanhamento do crescimento do setor requer estudos consistentes para avaliar riscos e identificar lacunas regulatórias, com foco no atendimento aos requisitos mínimos de segurança para consumidores no mercado brasileiro.

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Possíveis desdobramentos

Caso as AIR indiquem necessidade de regulamentação técnica, poderão ser estabelecidos requisitos obrigatórios de segurança para baterias e sistemas de recarga, o que implicaria mudanças na comercialização desses produtos e maior proteção aos consumidores. O GT inclui representantes de associações do setor produtivo, entidades de defesa do consumidor, laboratórios acreditados e organismos de certificação, buscando reunir subsídios técnicos que fundamentem as decisões regulatórias.

O Inmetro também pretende dar transparência ao processo, divulgando atualizações sobre o andamento dos estudos ao longo do ano, conforme as análises forem avançando e seus resultados forem consolidados.

 

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