Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Educação

Inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários terminam na sexta (8)

As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo) se encerram na próxima sexta-feira (8). A iniciativa busca...

07/05/2026 · 10h00
Inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários terminam na sexta (8)

As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo) se encerram na próxima sexta-feira (8). A iniciativa busca reconhecer e avaliar a presença do letramento étnico-racial no currículo de escolas públicas e privadas e recebe estudantes do 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

Podem se inscrever tanto instituições de ensino quanto estudantes de forma individual, desde que estes sejam acompanhados por responsável maior de 21 anos. A opção pela modalidade “Escola” não limita o número de participantes por instituição. Alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) também são contemplados e farão as provas de acordo com a série que cursam. As inscrições são realizadas pelo site da Obapo.

Publicidade

As duas primeiras edições, realizadas no ano anterior, mobilizaram mais de 33 mil alunos; em 2026 o número de inscritos ultrapassou 100 mil, o que representa um aumento de cerca de três vezes em relação a 2025.

Até dois dias do encerramento do prazo, os valores para a quitação de custos administrativos e pedagógicos são R$ 440 para escolas da rede pública, R$ 880 para instituições privadas e R$ 65 para estudantes que participam individualmente.

Formato, conteúdo e aplicação das provas

As provas serão aplicadas exclusivamente pela internet entre os dias 13 e 29 de maio, seguindo o mesmo cronograma para todas as escolas e com supervisão de um funcionário da instituição. A aplicação presencial com versão impressa poderá ser autorizada apenas em casos excepcionais mediante consulta prévia à organização.

O conteúdo das provas segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Alunos das séries iniciais respondem sobre temas como brincadeiras, expressões artísticas indígenas, afrobrasileiras e africanas e modos de vida dos povos originários. Estudantes de séries mais avançadas são avaliados em tópicos como perfil étnico-racial da população brasileira, transmissão de saberes pela oralidade, segregação étnico-racial, racismo ambiental, preconceito linguístico, darwinismo social, repressão a grupos minorizados e conceitos relacionados à colonialidade, descolonização e decolonialidade.

Adesão e parcerias

Segundo a coordenadora pedagógica da Obapo, Érica Rodrigues, mestre em geografia pela Unicamp, cerca de 70% das inscrições provêm de escolas públicas, com participação equilibrada entre redes municipais e estaduais; os institutos federais também representam parcela significativa. A região Nordeste lidera o número de inscritos, seguida pelo Sudeste; todas as unidades federativas já aderiram ao projeto, com exceção do Acre até o momento.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
mg_9674

O crescimento da olimpíada possibilitou parcerias com secretarias municipais de educação, como a de Oeiras (PI), onde todas as escolas da cidade participaram em edições anteriores. Rodrigues destaca ainda a participação de crianças e adolescentes indígenas e quilombolas, que manifestam orgulho de sua origem e sensação de pertencimento ao se envolverem no projeto.

Especialistas têm elaborado materiais de apoio para professores. Um desses recursos, lançado em novembro de 2024 com apoio da Porticus e da Cidade Escola Aprendiz e produzido em conjunto com a Roda Educativa, a Ação Educativa e 25 organizações e movimentos sociais, apresenta diretrizes para uma educação integral alinhada a práticas antirracistas.

Publicidade

Além de estimular o interesse pelos temas, a iniciativa contribui para enfrentar coletivamente desigualdades educacionais. Estudos e mapeamentos citados pela organização mostram as dificuldades enfrentadas por estudantes racializados; no caso de escolas localizadas em territórios indígenas, a infraestrutura permanece precária: cerca de 2% têm rede de esgoto, 12,9% contam com coleta de lixo, 62,5% dispõem de banheiros e 57,8% têm energia elétrica.

Mais informações e indicações de livros e outros materiais estão disponíveis no site da Obapo.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo) se encerram na próxima sexta-feira (8). A iniciativa busca reconhecer e avaliar a presença do letramento étnico-racial no currículo de escolas públicas e privadas e recebe estudantes do 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

Podem se inscrever tanto instituições de ensino quanto estudantes de forma individual, desde que estes sejam acompanhados por responsável maior de 21 anos. A opção pela modalidade “Escola” não limita o número de participantes por instituição. Alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) também são contemplados e farão as provas de acordo com a série que cursam. As inscrições são realizadas pelo site da Obapo.

As duas primeiras edições, realizadas no ano anterior, mobilizaram mais de 33 mil alunos; em 2026 o número de inscritos ultrapassou 100 mil, o que representa um aumento de cerca de três vezes em relação a 2025.

Até dois dias do encerramento do prazo, os valores para a quitação de custos administrativos e pedagógicos são R$ 440 para escolas da rede pública, R$ 880 para instituições privadas e R$ 65 para estudantes que participam individualmente.

Formato, conteúdo e aplicação das provas

As provas serão aplicadas exclusivamente pela internet entre os dias 13 e 29 de maio, seguindo o mesmo cronograma para todas as escolas e com supervisão de um funcionário da instituição. A aplicação presencial com versão impressa poderá ser autorizada apenas em casos excepcionais mediante consulta prévia à organização.

O conteúdo das provas segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Alunos das séries iniciais respondem sobre temas como brincadeiras, expressões artísticas indígenas, afrobrasileiras e africanas e modos de vida dos povos originários. Estudantes de séries mais avançadas são avaliados em tópicos como perfil étnico-racial da população brasileira, transmissão de saberes pela oralidade, segregação étnico-racial, racismo ambiental, preconceito linguístico, darwinismo social, repressão a grupos minorizados e conceitos relacionados à colonialidade, descolonização e decolonialidade.

Adesão e parcerias

Segundo a coordenadora pedagógica da Obapo, Érica Rodrigues, mestre em geografia pela Unicamp, cerca de 70% das inscrições provêm de escolas públicas, com participação equilibrada entre redes municipais e estaduais; os institutos federais também representam parcela significativa. A região Nordeste lidera o número de inscritos, seguida pelo Sudeste; todas as unidades federativas já aderiram ao projeto, com exceção do Acre até o momento.

mg_9674

O crescimento da olimpíada possibilitou parcerias com secretarias municipais de educação, como a de Oeiras (PI), onde todas as escolas da cidade participaram em edições anteriores. Rodrigues destaca ainda a participação de crianças e adolescentes indígenas e quilombolas, que manifestam orgulho de sua origem e sensação de pertencimento ao se envolverem no projeto.

Especialistas têm elaborado materiais de apoio para professores. Um desses recursos, lançado em novembro de 2024 com apoio da Porticus e da Cidade Escola Aprendiz e produzido em conjunto com a Roda Educativa, a Ação Educativa e 25 organizações e movimentos sociais, apresenta diretrizes para uma educação integral alinhada a práticas antirracistas.

Além de estimular o interesse pelos temas, a iniciativa contribui para enfrentar coletivamente desigualdades educacionais. Estudos e mapeamentos citados pela organização mostram as dificuldades enfrentadas por estudantes racializados; no caso de escolas localizadas em territórios indígenas, a infraestrutura permanece precária: cerca de 2% têm rede de esgoto, 12,9% contam com coleta de lixo, 62,5% dispõem de banheiros e 57,8% têm energia elétrica.

Mais informações e indicações de livros e outros materiais estão disponíveis no site da Obapo.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA