Catar e Paquistão anunciaram acordo histórico após negociações na Suíça. Canal evitará incidentes por 60 dias e protege rotas comerciais vitais para o mercado global.
O Irã e os Estados Unidos criaram um “canal de comunicação” com o intuito de garantir a “passagem segura” pelo Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada por Catar e Paquistão em uma declaração conjunta após a mais recente rodada de negociações realizada na Suíça.
O comunicado, compartilhado em uma plataforma de redes sociais, destaca que o novo canal foi criado para “evitar incidentes e falhas de comunicação”. O objetivo é assegurar a navegação segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz durante um período de 60 dias, conforme estipulado no memorando inicial.
“O Irã usará seus melhores esforços para garantir a passagem segura de navios comerciais sem cobrança de taxas entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, em ambos os sentidos”, afirma o documento.
Ainda segundo a declaração, as partes concordaram em estabelecer uma célula de desconcorrência, que contará com a participação da República Libanesa e será mediada pelos facilitadores, para assegurar o cumprimento da cessação das operações militares no Líbano, conforme o Memorando de Entendimento.
Catar e Paquistão ressaltaram que as negociações entre EUA e Irã devem prosseguir ao longo desta semana, indicando a continuidade das tratativas diplomáticas.
O Estreito de Ormuz é uma das principais vias de navegação do mundo e tem sido um fator crucial nas relações entre Irã e Estados Unidos. Recentemente, no dia 20, o comando militar iraniano anunciou que poderia fechar essa importante rota marítima em resposta a ataques de Israel no Líbano e ao que considerou como um fracasso dos Estados Unidos em implementar acordos para a paz na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, fez declarações à Fox News no dia 21, onde ameaçou “assumir o controle do Estreito”, o que quase comprometeu as negociações em andamento.
A importância do Estreito de Ormuz para a economia global é indiscutível, uma vez que uma significativa parcela do petróleo mundial transita por essa rota estratégica.
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