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Internacional

Israel e Líbano retomam negociações em Roma com mediação dos EUA

Delegações do Líbano e Israel se reúnem em Roma para negociações mediadas pelos EUA.

14/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h28
Israel e Líbano retomam negociações em Roma com mediação dos EUA

Delegações do Líbano e de Israel chegaram à embaixada dos Estados Unidos em Roma, na Itália, nesta terça-feira (14) para retomar as negociações que visam o fim do conflito entre as forças israelenses e o grupo Hezbollah. Autoridades libanesas esperam avanços rumo a uma retirada israelense do sul do país, no âmbito de um acordo mediado pelos EUA, embora as expectativas de progressos rápidos sejam baixas.

As delegações dos dois países devem se reunir até quarta-feira (15) para definir como implementar o acordo-quadro, disseram autoridades libanesas à agência de notícias. O Irã exigiu o fim da guerra no Líbano como parte de seu acordo provisório com Washington, assinado no mês passado, mas o pacto foi abalado na última semana pela retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã.

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A diplomacia liderada pelos EUA tem avançado desde que o Hezbollah e Israel retomaram a troca de ataques em 2 de março, em meio ao conflito regional mais amplo, apesar das fortes objeções do grupo apoiado pelo Irã, que acredita que apenas a pressão iraniana sobre Washington pode garantir o fim da guerra e a retirada israelense. As forças armadas de Israel estão ocupando o que descrevem como uma “zona de amortecimento” que se estende por cerca de dez quilômetros dentro do Líbano, ao longo de toda a extensão da fronteira israelense.

“Estamos muito satisfeitos que Roma possa servir de palco para essas reuniões. Dessa forma, nossa capital se torna uma capital da paz”, disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.

As autoridades do país afirmam que a zona é necessária para proteger as comunidades do norte de Israel de ataques lançados pelo Hezbollah. Uma reunião em Washington, em 26 de junho, resultou em um acordo que previa o fim do conflito no Líbano, o desarmamento de grupos militantes, uma referência aparente ao Hezbollah, bem como o envio de tropas libanesas para o sul e a retirada gradual das forças israelenses.

No entanto, os ataques israelenses letais continuaram, e o Hezbollah rejeitou o acordo, bem como os esforços para desarmá-lo. Israel, por sua vez, afirmou que suas tropas permaneceriam no sul do Líbano enquanto o grupo apoiado pelo Irã continuasse armado. Uma das autoridades libanesas afirmou que transferir as negociações para Roma facilitaria para as delegações de ambos os países consultarem seus governos em busca de orientações durante o processo.

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O presidente libanês, Joseph Aoun, expressou a expectativa de que a reunião de Roma resultasse em “medidas tangíveis e práticas no terreno” para implementar o acordo e que levasse Israel a iniciar a retirada de suas tropas, permitindo assim que o Exército libanês se posicionasse no sul. Uma das autoridades libanesas disse que a delegação do país buscaria a retirada gradual e sequencial das tropas israelenses, “uma zona após a outra”, nas negociações desta terça-feira.

Beirute refere-se ao projeto de “zonas-piloto” segundo o qual o Hezbollah se desarmaria, as forças israelenses se retirariam e as tropas libanesas se posicionariam área por área no sul do Líbano. O acordo de 26 de junho indicava que duas zonas haviam sido identificadas como pontos de partida. Uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que o CENTCOM (Comando Central) das Forças Armadas dos EUA estava coordenando com o Líbano e Israel o lançamento das zonas-piloto.

Uma delegação militar americana esteve no Líbano durante o fim de semana para discutir o plano em detalhes com o Exército libanês. As forças armadas de Israel forçaram a população libanesa local a deixar suas casas e realizaram explosões controladas de vilarejos inteiros. O Exército afirma estar destruindo infraestruturas, incluindo túneis subterrâneos, utilizadas pelo Hezbollah. Mais de quatro mil libaneses foram mortos e mais de um milhão foram deslocados pela campanha de Israel no Líbano desde março, segundo o Ministério da Saúde do país.

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O balanço não especifica quantos combatentes podem estar entre os mortos, e o Hezbollah não divulgou números sobre suas baixas em combate. A Reuters informou, em 3 de maio, que milhares de combatentes haviam sido mortos. Pelo menos 32 soldados israelenses e quatro civis foram mortos pelo grupo libanês, a maioria no sul do Líbano, desde o início dos confrontos mais recentes.

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Delegações do Líbano e de Israel chegaram à embaixada dos Estados Unidos em Roma, na Itália, nesta terça-feira (14) para retomar as negociações que visam o fim do conflito entre as forças israelenses e o grupo Hezbollah. Autoridades libanesas esperam avanços rumo a uma retirada israelense do sul do país, no âmbito de um acordo mediado pelos EUA, embora as expectativas de progressos rápidos sejam baixas.

As delegações dos dois países devem se reunir até quarta-feira (15) para definir como implementar o acordo-quadro, disseram autoridades libanesas à agência de notícias. O Irã exigiu o fim da guerra no Líbano como parte de seu acordo provisório com Washington, assinado no mês passado, mas o pacto foi abalado na última semana pela retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã.

A diplomacia liderada pelos EUA tem avançado desde que o Hezbollah e Israel retomaram a troca de ataques em 2 de março, em meio ao conflito regional mais amplo, apesar das fortes objeções do grupo apoiado pelo Irã, que acredita que apenas a pressão iraniana sobre Washington pode garantir o fim da guerra e a retirada israelense. As forças armadas de Israel estão ocupando o que descrevem como uma “zona de amortecimento” que se estende por cerca de dez quilômetros dentro do Líbano, ao longo de toda a extensão da fronteira israelense.

“Estamos muito satisfeitos que Roma possa servir de palco para essas reuniões. Dessa forma, nossa capital se torna uma capital da paz”, disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani.

As autoridades do país afirmam que a zona é necessária para proteger as comunidades do norte de Israel de ataques lançados pelo Hezbollah. Uma reunião em Washington, em 26 de junho, resultou em um acordo que previa o fim do conflito no Líbano, o desarmamento de grupos militantes, uma referência aparente ao Hezbollah, bem como o envio de tropas libanesas para o sul e a retirada gradual das forças israelenses.

No entanto, os ataques israelenses letais continuaram, e o Hezbollah rejeitou o acordo, bem como os esforços para desarmá-lo. Israel, por sua vez, afirmou que suas tropas permaneceriam no sul do Líbano enquanto o grupo apoiado pelo Irã continuasse armado. Uma das autoridades libanesas afirmou que transferir as negociações para Roma facilitaria para as delegações de ambos os países consultarem seus governos em busca de orientações durante o processo.

O presidente libanês, Joseph Aoun, expressou a expectativa de que a reunião de Roma resultasse em “medidas tangíveis e práticas no terreno” para implementar o acordo e que levasse Israel a iniciar a retirada de suas tropas, permitindo assim que o Exército libanês se posicionasse no sul. Uma das autoridades libanesas disse que a delegação do país buscaria a retirada gradual e sequencial das tropas israelenses, “uma zona após a outra”, nas negociações desta terça-feira.

Beirute refere-se ao projeto de “zonas-piloto” segundo o qual o Hezbollah se desarmaria, as forças israelenses se retirariam e as tropas libanesas se posicionariam área por área no sul do Líbano. O acordo de 26 de junho indicava que duas zonas haviam sido identificadas como pontos de partida. Uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que o CENTCOM (Comando Central) das Forças Armadas dos EUA estava coordenando com o Líbano e Israel o lançamento das zonas-piloto.

Uma delegação militar americana esteve no Líbano durante o fim de semana para discutir o plano em detalhes com o Exército libanês. As forças armadas de Israel forçaram a população libanesa local a deixar suas casas e realizaram explosões controladas de vilarejos inteiros. O Exército afirma estar destruindo infraestruturas, incluindo túneis subterrâneos, utilizadas pelo Hezbollah. Mais de quatro mil libaneses foram mortos e mais de um milhão foram deslocados pela campanha de Israel no Líbano desde março, segundo o Ministério da Saúde do país.

O balanço não especifica quantos combatentes podem estar entre os mortos, e o Hezbollah não divulgou números sobre suas baixas em combate. A Reuters informou, em 3 de maio, que milhares de combatentes haviam sido mortos. Pelo menos 32 soldados israelenses e quatro civis foram mortos pelo grupo libanês, a maioria no sul do Líbano, desde o início dos confrontos mais recentes.

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