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Aracaju, Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Jorge Ben Jor arrasta 51 mil ao show ‘Alquimia Popular Brasileira’ em SP

Jorge Ben Jor emocionou 51 mil no Nubank Parque em SP neste sábado (17), com show de duas horas e meia e repertório que celebrou a MPB.

19/10/2026 · 15h35 · Atualizado às 16h51
Jorge Ben Jor arrasta 51 mil ao show ‘Alquimia Popular Brasileira’ em SP

Aos 87 anos, lotou o Nubank Parque com 51 mil fãs em 2h30 de samba, rock, funk, soul e groove. O público celebrou e se emocionou quando ele mudou a letra de 'Alcohol' e chorou ao final.

Jorge Ben Jor levou 51 mil pessoas ao Nubank Parque, em São Paulo, neste sábado (17), em uma apresentação de duas horas e meia que misturou samba, rock, funk, soul e groove. Aos 87 anos, o artista apresentou o show único “Alquimia Popular Brasileira”, com ingressos esgotados, e dividiu momentos de emoção e festa com o público.

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“Eu gosto tanto de vocês, p*”

A fala acima foi dirigida ao estádio no fim de “Alcohol”, quando o cantor trocou o verso original e teve lágrimas visíveis por baixo dos óculos escuros. A abertura do espetáculo começou com um pedido de licença para tocar e cantar, seguido por projeções que transformaram uma lua em São Jorge montado em cavalo durante “Jorge da Capadócia”.

Na companhia da Banda do Zé Pretinho, o repertório incluiu medleys e sucessos que atravessam gerações. Entre as músicas tocadas estiveram “Mas, Que Nada!”, “País Tropical”, “Taj Mahal”, “Fio Maravilha” e “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, canções presentes em festas e celebrações pelo país.

O disco “A Tábua de Esmeralda” (1974), apontado como o álbum da alquimia na obra do cantor, foi destaque no set. Antes de executar “Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar”, Jorge contou que tirou a ideia de um livro sobre um alquimista que passava noites em claro no laboratório vigiando o forno e pensando na mulher amada. Em “Errare Humanum Est”, o estádio respondeu acendendo as lanternas dos celulares.

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“Eles são discretos / E silenciosos / Moram bem longe dos homens / Escolhem com carinho / A hora e o tempo / Do seu precioso trabalho”

Trecho da letra de “Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas” foi cantado com o público, reforçando o paralelo entre a paciência e o cuidado atribuídos aos alquimistas e o processo criativo do artista. O show também trouxe “Do Leme ao Pontal” e “W/Brasil (Chama o Síndico)”.

Um dos momentos mais marcantes foi quando Jorge liberou os dançarinos negros para descer e dançar enquanto pronunciava “África Brasil”, dando visibilidade à presença e à alegria do corpo negro na cena. No fim da noite, 51 mil vozes cantaram “Taj Mahal” ao uníssono, com convidados no palco como Samuel Rosa, Rael, Baby do Brasil, Simoninha e Rappin’ Hood, que celebraram juntos a performance.

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Além do repertório e das participações, a escolha da data teve simbologia: 17 de outubro é o Dia Nacional da MPB, e o título do espetáculo brincou com essa sigla, referindo-se à música popular brasileira, gênero ao qual Jorge Ben Jor é frequentemente associado.

O show deixou registro da capacidade do artista de reunir plateias diversas, misturar referências sonoras e criar um espetáculo que alternou emoção e festa, reafirmando sua trajetória e a presença de suas canções na memória coletiva do país.

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Na companhia da Banda do Zé Pretinho, o repertório incluiu medleys e sucessos que atravessam gerações. Entre as músicas tocadas estiveram “Mas, Que Nada!”, “País Tropical”, “Taj Mahal”, “Fio Maravilha” e “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, canções presentes em festas e celebrações pelo país.

O disco “A Tábua de Esmeralda” (1974), apontado como o álbum da alquimia na obra do cantor, foi destaque no set. Antes de executar “Minha Teimosia, Uma Arma Pra Te Conquistar”, Jorge contou que tirou a ideia de um livro sobre um alquimista que passava noites em claro no laboratório vigiando o forno e pensando na mulher amada. Em “Errare Humanum Est”, o estádio respondeu acendendo as lanternas dos celulares.

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Trecho da letra de “Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas” foi cantado com o público, reforçando o paralelo entre a paciência e o cuidado atribuídos aos alquimistas e o processo criativo do artista. O show também trouxe “Do Leme ao Pontal” e “W/Brasil (Chama o Síndico)”.

Um dos momentos mais marcantes foi quando Jorge liberou os dançarinos negros para descer e dançar enquanto pronunciava “África Brasil”, dando visibilidade à presença e à alegria do corpo negro na cena. No fim da noite, 51 mil vozes cantaram “Taj Mahal” ao uníssono, com convidados no palco como Samuel Rosa, Rael, Baby do Brasil, Simoninha e Rappin’ Hood, que celebraram juntos a performance.

Além do repertório e das participações, a escolha da data teve simbologia: 17 de outubro é o Dia Nacional da MPB, e o título do espetáculo brincou com essa sigla, referindo-se à música popular brasileira, gênero ao qual Jorge Ben Jor é frequentemente associado.

O show deixou registro da capacidade do artista de reunir plateias diversas, misturar referências sonoras e criar um espetáculo que alternou emoção e festa, reafirmando sua trajetória e a presença de suas canções na memória coletiva do país.

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