Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Entretenimento

Jota Quest homenageia Tim Maia e se apresenta hoje no Rock in Rio

Jota Quest lançou tributo a Tim Maia com 15 releituras e toca hoje, 06/09, no Rock in Rio; disco traz faixa feita com depoimentos do cantor.

06/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h54
Jota Quest homenageia Tim Maia e se apresenta hoje no Rock in Rio

Em 27/08 o Jota Quest lançou o álbum Dance Enquanto é Tempo, com 15 releituras de Tim Maia, incluindo o funk Seroma, criado a partir de depoimentos do cantor. Hoje (06/09) a banda toca no Rock in Rio.

O Jota Quest lançou no dia 27 de agosto o álbum Jota Quest e Tim Maia: Dance Enquanto é Tempo, com 15 releituras do repertório do cantor carioca. Entre as curiosidades do projeto está a faixa funk “Seroma”, construída a partir de depoimentos de Tim Maia. Hoje, 06 de setembro, a banda sobe ao palco do Rock in Rio, onde dividirá a programação com nomes como Calvin Harris, Nelly, Black Eyed Peas e Barão Vermelho.

Publicidade

A relação do grupo mineiro com o legado de Tim Maia vem de longe. Em 1998, quando o Jota Quest ainda se chamava J. Quest, os integrantes foram retirados do palco pelos seguranças do festival Planeta Atlântida enquanto assistiam à apresentação de Tim Maia. Na ocasião, o próprio Tim proferiu a frase que acabou sendo lembrada na história do grupo:

“Deixa o pessoal do Jota Quest se divertir à vontade”

Tim Maia chegou a conversar rapidamente com os músicos e houve a ideia de uma colaboração que não se concretizou. No dia 15 de março daquele ano, Tim Maia morreu de falência múltipla de órgãos, aos 55 anos. O sonho de trabalhar com ele, porém, permaneceu vivo na memória da banda.

“Quando o Tim morreu, a gente ficou órfão. Tínhamos acabado de encontrar com ele no hotel.”

O vocalista Rogério Flausino contou que a ideia de um tributo foi amadurecendo com o tempo. A gestação do disco ocorreu também durante o hiato da turnê Jota25 — que comemorou 25 anos do grupo e chegou a somar 300 shows em 30 meses — quando o baixista PJ começou a experimentar versões de canções de Tim, como “Estrela do meu Show” e “Acenda o Farol”. A partir destas duas provocações, a banda selecionou e produziu o repertório que viria a compor o tributo.

“Ele [Carmelo] começou a chorar assim que escutou a canção.”

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Flausino relatou que Carmelo, filho de Tim Maia e responsável pelo espólio do cantor, se emocionou ao ouvir a primeira regravação apresentada pela banda — a versão de “Acenda o Farol”, que traz vocais originais de Tim num dueto com Rogério.

O trabalho com o repertório de Tim também é aproveitado como uma celebração da trajetória do Jota Quest. O quinteto — com PJ no baixo, Paulinho Fonseca na bateria, Marco Túlio na guitarra, Rogério Flausino nos vocais e Márcio Buzelin nos teclados — sempre se aproximou da black music, distinguindo-se de outros grupos mineiros dos anos 1990.

“Nos seus trinta anos de carreira podemos falar, com certeza, que o Jota Quest é o grupo brasileiro que melhor soube viver o hedonismo pregado pela música pop…”

Publicidade

A afirmação é de Fernando Furtado, ex-empresário do Skank, que enalteceu a capacidade da banda em unir canção popular e soul brasileiro e lembrou que o trabalho com o repertório de Tim Maia teve aprovação da família do cantor.

“A van que levava a gente para o estúdio fazia bicos de transporte de animais. Um dia ficamos cheios de pulga.”

Rogério também recordou episódios da estreia do grupo e das dificuldades iniciais. O repertório do novo disco remete tanto às influências soul quanto aos primeiros tempos da banda, estabelecendo um elo entre a trajetória do Jota Quest e a obra de Tim Maia.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Em 27/08 o Jota Quest lançou o álbum Dance Enquanto é Tempo, com 15 releituras de Tim Maia, incluindo o funk Seroma, criado a partir de depoimentos do cantor. Hoje (06/09) a banda toca no Rock in Rio.

O Jota Quest lançou no dia 27 de agosto o álbum Jota Quest e Tim Maia: Dance Enquanto é Tempo, com 15 releituras do repertório do cantor carioca. Entre as curiosidades do projeto está a faixa funk “Seroma”, construída a partir de depoimentos de Tim Maia. Hoje, 06 de setembro, a banda sobe ao palco do Rock in Rio, onde dividirá a programação com nomes como Calvin Harris, Nelly, Black Eyed Peas e Barão Vermelho.

A relação do grupo mineiro com o legado de Tim Maia vem de longe. Em 1998, quando o Jota Quest ainda se chamava J. Quest, os integrantes foram retirados do palco pelos seguranças do festival Planeta Atlântida enquanto assistiam à apresentação de Tim Maia. Na ocasião, o próprio Tim proferiu a frase que acabou sendo lembrada na história do grupo:

“Deixa o pessoal do Jota Quest se divertir à vontade”

Tim Maia chegou a conversar rapidamente com os músicos e houve a ideia de uma colaboração que não se concretizou. No dia 15 de março daquele ano, Tim Maia morreu de falência múltipla de órgãos, aos 55 anos. O sonho de trabalhar com ele, porém, permaneceu vivo na memória da banda.

“Quando o Tim morreu, a gente ficou órfão. Tínhamos acabado de encontrar com ele no hotel.”

O vocalista Rogério Flausino contou que a ideia de um tributo foi amadurecendo com o tempo. A gestação do disco ocorreu também durante o hiato da turnê Jota25 — que comemorou 25 anos do grupo e chegou a somar 300 shows em 30 meses — quando o baixista PJ começou a experimentar versões de canções de Tim, como “Estrela do meu Show” e “Acenda o Farol”. A partir destas duas provocações, a banda selecionou e produziu o repertório que viria a compor o tributo.

“Ele [Carmelo] começou a chorar assim que escutou a canção.”

Flausino relatou que Carmelo, filho de Tim Maia e responsável pelo espólio do cantor, se emocionou ao ouvir a primeira regravação apresentada pela banda — a versão de “Acenda o Farol”, que traz vocais originais de Tim num dueto com Rogério.

O trabalho com o repertório de Tim também é aproveitado como uma celebração da trajetória do Jota Quest. O quinteto — com PJ no baixo, Paulinho Fonseca na bateria, Marco Túlio na guitarra, Rogério Flausino nos vocais e Márcio Buzelin nos teclados — sempre se aproximou da black music, distinguindo-se de outros grupos mineiros dos anos 1990.

“Nos seus trinta anos de carreira podemos falar, com certeza, que o Jota Quest é o grupo brasileiro que melhor soube viver o hedonismo pregado pela música pop…”

A afirmação é de Fernando Furtado, ex-empresário do Skank, que enalteceu a capacidade da banda em unir canção popular e soul brasileiro e lembrou que o trabalho com o repertório de Tim Maia teve aprovação da família do cantor.

“A van que levava a gente para o estúdio fazia bicos de transporte de animais. Um dia ficamos cheios de pulga.”

Rogério também recordou episódios da estreia do grupo e das dificuldades iniciais. O repertório do novo disco remete tanto às influências soul quanto aos primeiros tempos da banda, estabelecendo um elo entre a trajetória do Jota Quest e a obra de Tim Maia.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA