No Festival Mada, em Natal, Karinah disse que Clara Nunes abriu caminho para seu samba. O projeto estreia em 19/11 com 16 faixas; o primeiro single foi lançado em 15/10.
Nos bastidores do Festival Mada, em Natal (RN), Karinah falou sobre a escolha de Clara Nunes para abrir seu novo álbum e contou como a obra da sambista mineira influenciou sua trajetória musical. A cantora detalhou o projeto As Damas do Samba, que será lançado em 19 de novembro e reúne 16 faixas.
O primeiro single, “Você Passa, Eu Acho Graça”, chegou às plataformas em 15 de outubro, um dia antes da apresentação de Karinah no festival. A canção, de Ataulfo Alves e Carlos Imperial, foi gravada por Clara Nunes em 1968 e, segundo a cantora, teve papel decisivo na aproximação desta com o samba.
“Foi um divisor de águas na vida de Clara Nunes. É uma forma de a gente resgatar algo tão maravilhoso e trazer para esse momento, homenageando essa mulher que despertou dentro de mim, desde pequenininha, com a voz dela e o jeito de cantar”
O trabalho de Karinah terá 16 faixas, com duas músicas associadas a cada uma das oito homenageadas. A produção musical ficou a cargo de Ana Costa, enquanto a direção geral foi dividida entre Karinah e Afonso Carvalho, idealizador do projeto. O álbum contou com arranjos de músicos como Rildo Hora, Mauro Diniz, Carlinhos 7 Cordas, Yayá do Cavaco e Antônio Guerra.
Homenageadas em “As Damas do Samba”
- Clara Nunes
- Alcione
- Beth Carvalho
- Clementina de Jesus
- Dona Ivone Lara
- Elza Soares
- Jovelina Pérola Negra
- Leci Brandão
Karinah disse que iniciar o projeto com uma música de Clara Nunes estava diretamente ligado à sua história pessoal e musical.
“Não tinha como não ser a Clara Nunes”
Ao explicar a importância das mulheres citadas no disco, a cantora destacou o papel das precursoras do samba e mencionou a presença de figuras históricas que ajudaram a consolidar o gênero nas grandes cidades.
“Nós somos os filhos das tias. Tia Ciata, que começou tudo isso, fugindo das perseguições da época, se alojou no Rio de Janeiro, na Praça Onze. As mulheres têm um papel fundamental na música brasileira, no samba e em nossas vidas.”
Além do disco de homenagens, a entrevista abordou a relação profissional e pessoal de Karinah com Zeca Pagodinho. A cantora relatou que o cantor a viu cantando durante a turnê comemorativa dos 50 anos de Alcione, em 2024, e manifestou interesse em divulgar a voz dela.
“Ele me viu em um dos palcos, cantando com Alcione, na turnê que fiz com ela. Quando me viu, disse que queria jogar minha voz no mundo, como Beth Carvalho fez com ele”
A aproximação entre os dois resultou no álbum Meu Samba, lançado em maio de 2025. Zeca assumiu a direção artística e de repertório do disco, que teve produção musical de Max Pierre e reúne dez faixas, incluindo “Foi Um Sonho”, parceria entre Karinah e Zeca em composição de Nelson Rufino.
Karinah também falou sobre a convivência pessoal com Zeca Pagodinho, que esteve presente em lançamentos e encontros familiares.
“Ele esteve no lançamento do meu álbum. Está sempre comigo, a gente está sempre junto em estúdio, em aniversários dos meus filhos e dos netos”
O single de estreia do projeto de homenagens ganhou um videoclipe dirigido por Bruno Murtinho, com imagens em preto e branco inspiradas nas casas de espetáculo da década de 1960. O álbum As Damas do Samba continuará trazendo releituras e homenagens às mulheres que, segundo a cantora, pavimentaram o caminho para as gerações atuais.



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