No quarto dia, a cantora alternou produções visuais e blocos intimistas, usando 2.400 m² de painéis de LED para criar atmosferas distintas. O início foi mais pop rock, com faixas energéticas.
Luísa Sonza se apresentou no quarto dia do Rock in Rio 2026, no Palco Mundo, e alternou momentos de grande produção visual com blocos intimistas. A cantora aproveitou os 2.400 metros quadrados de painéis de LED da estrutura para ampliar a presença no palco e construir diferentes atmosferas ao longo do show.
O início da apresentação caminhou mais para o pop rock, com faixas que apostaram em maior movimento e interação com as imagens dos telões. Nessa primeira parte, o repertório trouxe canções que dialogaram com a estética mais elétrica do palco, mantendo a energia do festival.
Bloco inicial (pop rock)
- Doce Mentira
- Santa Maculada
- Luísa Manequim
- Lança Menina (com citação a Lança Perfume, de Rita Lee)
- Loira Gelada
A principal mudança no espetáculo veio quando imagens antigas passaram a ser exibidas nos telões, acompanhadas por uma narração de Roberto Menescal. Pouco depois, Menescal subiu ao palco de mãos dadas com a cantora; ela o apresentou como “lenda da bossa nova” e o chamou de “Menesca”.
“Será que eu tenho que entrar mesmo com ela? Depois que eu vi ela fazendo aquilo… Você é doida, você é muito doida, puxa vida”
Menescal também comentou sobre os encontros para a produção do álbum “Bossa Sempre Nova” e afirmou ter percebido que a artista reúne múltiplas facetas.
“Não é uma pessoa; ela é muitas pessoas”
“Ela é danada”
Bloco de bossa nova
- Chico
- Um Pouco de Mim
- Você
- Samba de Verão
Ao lado de Menescal, que permaneceu sentado com uma guitarra semiacústica, Luísa reduziu os movimentos e optou por uma interpretação vocal mais contida. As coreografias deram lugar a gestos discretos, e a dimensão do Palco Mundo ficou em segundo plano diante da formação simples: voz e violão foram o foco naquele trecho.
Após o intervalo dedicado à bossa nova, a cantora retomou o repertório autoral com canções de tom mais introspectivo e com iluminação mais sóbria, em tons de azul, que favoreceram a centralidade da voz.
Retomada pop-funk e encerramento
- Depois do Fim
- Que o Amor Morra
- Penhasco
- ANACONDA (interlúdio)
- MODO TURBO
- Campo de Morango
- Sonhei Contigo
- MOTINHA 2.0 (Mete Marcha)
- Sou Musa do Verão
- Tropical Paradise
- A Dona Aranha
- Telefone
Com o retorno ao pop-funk, os telões passaram a exibir trechos de clipes que percorreram diferentes fases da carreira da artista, incluindo material de “No Es Lo Mío”. O figurino também mudou: o terninho sóbrio deu lugar a uma roupa mais sensual, o vermelho predominou nas telas e um número maior de dançarinos retomou as coreografias.
O show funcionou pela alternância entre duas versões da cantora: a que se vale da produção visual, do corpo de bailarinos e das coreografias, e a que se entrega à voz e ao violão em um formato mais contido. Em cada um desses momentos, o palco assumiu funções distintas e a apresentação mostrou a versatilidade do repertório e da intérprete.
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