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Aracaju, Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Política

Lula fortalece laços com Sul Global; Flávio aproxima Brasil de EUA e Israel

Planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas distintas para política externa, com foco no Sul Global e em laços com EUA, Israel e Argentina.

13/10/2026 · 21h03 · Atualizado às 08h15
Lula fortalece laços com Sul Global; Flávio aproxima Brasil de EUA e Israel

Candidatos apresentam visões opostas na política externa: Lula aposta no Sul Global e na diversificação; Flávio prioriza aproximação com EUA, Israel e Argentina. Os planos dedicam capítulos ao tema.

Os planos de governo dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas distintas para a política externa do Brasil. O documento do candidato do PT destaca o fortalecimento das relações com o Sul Global e defende estimular parcerias com todas as regiões do mundo. O plano do candidato do PL prioriza maior aproximação com Estados Unidos, Israel e Argentina.

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Destaque na campanha de 2026, a política externa aparece em capítulos específicos dos dois planos: o documento de Lula ocupa quase seis páginas, enquanto o de Flávio reserva cerca de três.

“Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica. Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”

O trecho acima consta do documento do candidato do PT e resume a defesa da soberania combinada com uma política externa considerada por ele como universalista, capaz de diversificar parcerias comerciais e abrir mercados para bens e serviços brasileiros. O plano também afirma que investirá em novos acordos e na abertura de novos mercados para enfrentar agressões comerciais.

O documento do PT associa política externa e defesa nacional como dimensões complementares. Nele, são citadas medidas do atual mandato para fortalecer capacidades estratégicas. Segundo o texto, desde 2023 foram executados R$ 20,4 bilhões em projetos estratégicos, entregues 7 caças gripen F-39 — com a primeira aeronave produzida em solo brasileiro neste ano — adquiridos 3 cargueiros KC-390, em construção 4 fragatas (a primeira já em operação) e produzidas 226 viaturas blindadas.

O plano do PL relaciona soberania à ação prática e à atração de investimentos. Em trechos do documento do candidato do PL aparecem críticas à condução recente da política externa federal, especialmente em relação ao Irã, à Venezuela e a Israel.

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“Nos últimos anos, a política externa brasileira trocou o interesse nacional pela ideologia”

O trecho acima consta do texto do PL. O documento também afirma que não tratará como adversários parceiros tradicionais e cita a intenção de reverter rupturas recentes nas relações com países como Argentina, Estados Unidos e Israel.

“Não trataremos como adversários os nossos parceiros mais importantes e tradicionais. Nos últimos anos, as relações com países como Argentina, EUA e Israel foram levadas ao limite do rompimento. Vamos reverter esse quadro com profissionalismo e foco no interesse do Brasil”

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O plano do PL destaca ainda a intenção de incentivar tecnologias militares com foco em inovação, como drones e inteligência artificial, e diz que os investimentos nas Forças Armadas devem ser condizentes com a inserção do país em blocos e grupos internacionais.

O documento do PT enfatiza o aprofundamento das relações com o Sul Global, incluindo menção à ampliação da aproximação geopolítica com o Brics e a participação no G20, além do reforço das relações com a África.

G20

  • União Europeia
  • União Africana
  • Estados Unidos
  • França
  • Alemanha
  • Japão
  • Coreia do Sul

Brics

  • Rússia
  • Índia
  • China
  • África do Sul
  • Arábia Saudita
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Etiópia
  • Indonésia
  • Irã

Em vários trechos, os dois planos estabelecem prioridades distintas: o candidato do PT aponta para diversificação de mercados e fortalecimento de laços com países do Hemisfério Sul; o candidato do PL privilegia aproximações com aliados tradicionais e ênfase em interesses econômicos imediatos. Os documentos descrevem ainda entendimentos diferentes sobre o papel do Brasil em crises internacionais e sobre o vínculo entre política externa e capacidade de defesa.

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Candidatos apresentam visões opostas na política externa: Lula aposta no Sul Global e na diversificação; Flávio prioriza aproximação com EUA, Israel e Argentina. Os planos dedicam capítulos ao tema.

Os planos de governo dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas distintas para a política externa do Brasil. O documento do candidato do PT destaca o fortalecimento das relações com o Sul Global e defende estimular parcerias com todas as regiões do mundo. O plano do candidato do PL prioriza maior aproximação com Estados Unidos, Israel e Argentina.

Destaque na campanha de 2026, a política externa aparece em capítulos específicos dos dois planos: o documento de Lula ocupa quase seis páginas, enquanto o de Flávio reserva cerca de três.

“Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica. Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”

O trecho acima consta do documento do candidato do PT e resume a defesa da soberania combinada com uma política externa considerada por ele como universalista, capaz de diversificar parcerias comerciais e abrir mercados para bens e serviços brasileiros. O plano também afirma que investirá em novos acordos e na abertura de novos mercados para enfrentar agressões comerciais.

O documento do PT associa política externa e defesa nacional como dimensões complementares. Nele, são citadas medidas do atual mandato para fortalecer capacidades estratégicas. Segundo o texto, desde 2023 foram executados R$ 20,4 bilhões em projetos estratégicos, entregues 7 caças gripen F-39 — com a primeira aeronave produzida em solo brasileiro neste ano — adquiridos 3 cargueiros KC-390, em construção 4 fragatas (a primeira já em operação) e produzidas 226 viaturas blindadas.

O plano do PL relaciona soberania à ação prática e à atração de investimentos. Em trechos do documento do candidato do PL aparecem críticas à condução recente da política externa federal, especialmente em relação ao Irã, à Venezuela e a Israel.

“Nos últimos anos, a política externa brasileira trocou o interesse nacional pela ideologia”

O trecho acima consta do texto do PL. O documento também afirma que não tratará como adversários parceiros tradicionais e cita a intenção de reverter rupturas recentes nas relações com países como Argentina, Estados Unidos e Israel.

“Não trataremos como adversários os nossos parceiros mais importantes e tradicionais. Nos últimos anos, as relações com países como Argentina, EUA e Israel foram levadas ao limite do rompimento. Vamos reverter esse quadro com profissionalismo e foco no interesse do Brasil”

O plano do PL destaca ainda a intenção de incentivar tecnologias militares com foco em inovação, como drones e inteligência artificial, e diz que os investimentos nas Forças Armadas devem ser condizentes com a inserção do país em blocos e grupos internacionais.

O documento do PT enfatiza o aprofundamento das relações com o Sul Global, incluindo menção à ampliação da aproximação geopolítica com o Brics e a participação no G20, além do reforço das relações com a África.

G20

  • União Europeia
  • União Africana
  • Estados Unidos
  • França
  • Alemanha
  • Japão
  • Coreia do Sul

Brics

  • Rússia
  • Índia
  • China
  • África do Sul
  • Arábia Saudita
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Etiópia
  • Indonésia
  • Irã

Em vários trechos, os dois planos estabelecem prioridades distintas: o candidato do PT aponta para diversificação de mercados e fortalecimento de laços com países do Hemisfério Sul; o candidato do PL privilegia aproximações com aliados tradicionais e ênfase em interesses econômicos imediatos. Os documentos descrevem ainda entendimentos diferentes sobre o papel do Brasil em crises internacionais e sobre o vínculo entre política externa e capacidade de defesa.

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