Peregrinos de diversas cidades do estado percorreram quilômetros a pé nesta segunda-feira (12) em uma jornada de oração, agradecimento e pagamento de promessas à padroeira do Brasil.
O feriado desta segunda-feira (12) foi de intensa devoção no Agreste sergipano. Milhares de fiéis católicos participaram da tradicional Romaria de Nossa Senhora Aparecida, realizada no município que leva o mesmo nome da padroeira do Brasil. A manifestação religiosa reuniu peregrinos de várias cidades do estado, que lotaram as rodovias da região em uma jornada marcada pela fé e pelo pagamento de promessas.
A programação religiosa teve início ainda durante a madrugada, com missas sendo celebradas desde a meia-noite. Às 6h, ocorreu a tradicional Missa de Envio no povoado Queimadas, situado no município vizinho de Ribeirópolis. Cerca de uma hora depois, a multidão iniciou a caminhada principal de aproximadamente sete quilômetros até o perímetro urbano de Nossa Senhora Aparecida.
Muitos devotos partiram a pé de municípios ainda mais distantes, superando dezenas de quilômetros de caminhada. Ao longo de todo o trajeto, grupos de voluntários se organizaram para montar pontos de apoio logístico, oferecendo água, lanches e suporte aos peregrinos desgastados pelo sol e pelo esforço físico.
Celebrações e patrimônio cultural
Durante o percurso, a imagem da padroeira foi conduzida em uma berlinda, sempre acompanhada por cânticos, orações e fortes manifestações de emoção e gratidão por parte dos fiéis. A multidão tomou conta da rodovia, transformando o asfalto em um grande corredor de fé até o santuário.
Ao longo de todo o dia, a organização do evento realizou 11 missas para acolher os romeiros. O ponto alto das celebrações matinais ocorreu às 10h, com a missa solene presidida pelo arcebispo de Aracaju, Dom Josafá Menezes. No período da tarde, a tradicional procissão solene pelas ruas da cidade antecedeu a missa de encerramento dos festejos.
Realizada oficialmente desde 2004, a romaria é considerada hoje a maior peregrinação a pé de Sergipe. A magnitude do evento e sua importância para a identidade religiosa do povo nordestino fizeram com que a celebração e a festa da padroeira fossem oficialmente reconhecidas como Patrimônio Cultural e Imaterial do estado no ano de 2015.
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