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Economia

Mercado projeta IPCA de julho quase estável, com recuo em alimentos e combustíveis

Expectativa é de inflação próxima da estabilidade em julho, com alívio em alimentos e combustíveis.

11/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h12
Mercado projeta IPCA de julho quase estável, com recuo em alimentos e combustíveis

O IBGE divulga o IPCA de julho nesta terça-feira e o Banco Central publica a ata do Copom. Economistas projetam variação quase nula, com recuo em alimentos e combustíveis e serviços sob observação. A Suno Research estima alta de 0,08%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (11) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho. No mesmo dia, o Banco Central publica a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). As projeções indicam que a inflação deve se aproximar da estabilidade, com destaque para a queda nos preços de alimentos e combustíveis, enquanto os serviços seguem sob monitoramento.

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Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o IPCA deve registrar alta marginal de 0,08% em julho. Para ele, o resultado será influenciado pelo comportamento sazonal dos alimentos no meio do ano e pela redução nos preços da gasolina.

O economista também aponta que a projeção do Banco Central para a inflação até o primeiro trimestre de 2028 permanece próxima da meta, em 3,2%. Ainda assim, Sung ressalta que a ata pode enfatizar riscos que podem dificultar a desinflação, como a desancoragem das expectativas e a inflação de serviços. “Acho que o BC vai muito em linha no comunicado. Não vejo grandes diferenças, apenas um detalhamento maior de alguns riscos que o Banco Central pode ter no radar”, declarou.

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Entre os fatores de risco, ele cita a possibilidade de um El Niño mais intenso, que pode impactar os preços de alimentos in natura e gerar novas pressões sobre a inflação. Apesar dos sinais de melhora, os especialistas avaliam que o Banco Central deve manter cautela. Sung prevê a Selic em 13,75% ao ano ao fim de 2026 e em 12% ao ano em 2027. “A meu ver, o Banco Central vai manter essa cautela adicional e os juros no patamar restritivo”, concluiu.

Outros analistas defendem a continuidade do ciclo de cortes de forma gradual, considerando que a taxa ainda é elevada e que o BC deve seguir com reduções de 0,25 ponto percentual, preparando-se para ajustar a política monetária se necessário. No Inter, Rafaela Vitoria avalia que o Copom acertou ao manter os cortes e deixar os próximos passos em aberto, prevendo Selic de 13,75% na reunião de setembro.

“A taxa de juros está em patamar bastante restritivo e a calibração é devida para evitar uma queda mais significativa da atividade lá na frente”, finalizou Vitoria.

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O IBGE divulga o IPCA de julho nesta terça-feira e o Banco Central publica a ata do Copom. Economistas projetam variação quase nula, com recuo em alimentos e combustíveis e serviços sob observação. A Suno Research estima alta de 0,08%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (11) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho. No mesmo dia, o Banco Central publica a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). As projeções indicam que a inflação deve se aproximar da estabilidade, com destaque para a queda nos preços de alimentos e combustíveis, enquanto os serviços seguem sob monitoramento.

Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o IPCA deve registrar alta marginal de 0,08% em julho. Para ele, o resultado será influenciado pelo comportamento sazonal dos alimentos no meio do ano e pela redução nos preços da gasolina.

O economista também aponta que a projeção do Banco Central para a inflação até o primeiro trimestre de 2028 permanece próxima da meta, em 3,2%. Ainda assim, Sung ressalta que a ata pode enfatizar riscos que podem dificultar a desinflação, como a desancoragem das expectativas e a inflação de serviços. “Acho que o BC vai muito em linha no comunicado. Não vejo grandes diferenças, apenas um detalhamento maior de alguns riscos que o Banco Central pode ter no radar”, declarou.

Entre os fatores de risco, ele cita a possibilidade de um El Niño mais intenso, que pode impactar os preços de alimentos in natura e gerar novas pressões sobre a inflação. Apesar dos sinais de melhora, os especialistas avaliam que o Banco Central deve manter cautela. Sung prevê a Selic em 13,75% ao ano ao fim de 2026 e em 12% ao ano em 2027. “A meu ver, o Banco Central vai manter essa cautela adicional e os juros no patamar restritivo”, concluiu.

Outros analistas defendem a continuidade do ciclo de cortes de forma gradual, considerando que a taxa ainda é elevada e que o BC deve seguir com reduções de 0,25 ponto percentual, preparando-se para ajustar a política monetária se necessário. No Inter, Rafaela Vitoria avalia que o Copom acertou ao manter os cortes e deixar os próximos passos em aberto, prevendo Selic de 13,75% na reunião de setembro.

“A taxa de juros está em patamar bastante restritivo e a calibração é devida para evitar uma queda mais significativa da atividade lá na frente”, finalizou Vitoria.

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