Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Mercado sinaliza novo corte e reduz projeção de juros para 2026

Boletim Focus reduz projeção da Selic para 13,50% ao fim de 2026 e indica novo corte ainda este ano; IPCA sobe para 4,92% em 2026.

21/09/2026 · 12h46
Mercado sinaliza novo corte e reduz projeção de juros para 2026

Boletim Focus do Banco Central mostra revisão da expectativa para juros em 2026, agora em 13,50%. A mudança ocorreu após o Copom reduzir a Selic para 13,75% e indica possibilidade de novo corte ainda este ano.

O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A revisão constou no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central e sinaliza que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente.

Publicidade

A mudança na projeção ocorreu cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação.

O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada.

Para 2027, a estimativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano. As projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.

Em relação à inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para 2026, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

A Selic e a inflação têm relação direta: quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro, reduzindo o consumo e ajudando a controlar a alta dos preços, além de estimular a poupança. Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo.

Os bancos, no entanto, consideram outros fatores ao definir os juros cobrados de consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Na área real da economia, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 sofreu nova revisão para baixo, de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As projeções para 2028 foram mantidas em 1,87%.

Publicidade

No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis: câmbio estimado em R$ 5,20 para 2026; R$ 5,28 para 2027; e R$ 5,30 para 2028.

Esses números orientam agentes públicos e privados nas decisões sobre investimentos, crédito e planejamento orçamentário, e serão acompanhados de perto por empresas e famílias em todo o país, inclusive no estado de Sergipe.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Boletim Focus do Banco Central mostra revisão da expectativa para juros em 2026, agora em 13,50%. A mudança ocorreu após o Copom reduzir a Selic para 13,75% e indica possibilidade de novo corte ainda este ano.

O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A revisão constou no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central e sinaliza que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente.

A mudança na projeção ocorreu cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação.

O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada.

Para 2027, a estimativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano. As projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.

Em relação à inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para 2026, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%.

A Selic e a inflação têm relação direta: quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro, reduzindo o consumo e ajudando a controlar a alta dos preços, além de estimular a poupança. Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo.

Os bancos, no entanto, consideram outros fatores ao definir os juros cobrados de consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Na área real da economia, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 sofreu nova revisão para baixo, de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As projeções para 2028 foram mantidas em 1,87%.

No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis: câmbio estimado em R$ 5,20 para 2026; R$ 5,28 para 2027; e R$ 5,30 para 2028.

Esses números orientam agentes públicos e privados nas decisões sobre investimentos, crédito e planejamento orçamentário, e serão acompanhados de perto por empresas e famílias em todo o país, inclusive no estado de Sergipe.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA