A Mercedes-Benz adotou a plataforma PLM.AI para integrar dados de várias áreas da engenharia. Com aporte de cerca de €500 milhões, a IA identifica falhas, projeta impactos entre peças e diminui a prototipagem física.
A Mercedes-Benz está usando inteligência artificial para desenvolver carros de forma mais rápida e eficiente por meio da plataforma PLM.AI. A iniciativa conecta informações de diferentes áreas da engenharia e recebeu investimentos de cerca de 500 milhões de euros, conforme apresentado no anúncio sobre o projeto.
Com a tecnologia, sistemas de IA podem ajudar a encontrar falhas, avaliar custos e entender como uma mudança em uma peça afeta outras partes do veículo. Assim, os engenheiros conseguem analisar problemas antes de construir protótipos físicos, reduzindo o ciclo de desenvolvimento.
A meta é reduzir pela metade os testes físicos ao longo do tempo, usando mais simulações digitais. Isso não significa eliminar os testes reais: a equipe de engenharia continuará sendo responsável pelas decisões finais, segundo as diretrizes do projeto.
Na prática, a inteligência artificial já auxilia em tarefas como desenvolvimento de software, análise de custos e identificação de falhas. Com o PLM.AI, essas ferramentas poderão trabalhar de forma integrada, compartilhando dados entre diferentes equipes para prever os efeitos de modificações de projeto. Por exemplo, uma peça mais leve pode alterar custos, segurança e fabricação; a plataforma permite analisar esses fatores em conjunto antes de definir a solução mais adequada.
A Mercedes desenvolve a iniciativa com apoio da Siemens e da CONTACT Software. As empresas fornecem ferramentas para integrar dados, projetar componentes e simular o funcionamento dos veículos em ambientes digitais, ampliando a capacidade de testes virtuais e a colaboração entre empresas e equipes internas.
A montadora manterá o controle sobre seus dados e sistemas de IA, conforme informado sobre a governança do projeto. A iniciativa faz parte da transformação digital da empresa, que em 2026 celebra os 140 anos da patente registrada por Carl Benz, em 1886.
No setor automotivo, a inteligência artificial é apontada como um caminho sem volta, com impacto que vai além do desenvolvimento técnico e alcança até a forma como consumidores compram veículos. O uso crescente de simulações, análise automatizada e integração de dados promete acelerar lançamentos e otimizar custos, sem eliminar o papel final dos engenheiros nas decisões sobre segurança e qualidade.
O projeto PLM.AI representa uma aposta em processos digitais mais integrados, que visam reduzir prototipagem física, antecipar problemas e tornar o desenvolvimento de novos modelos mais eficiente, mantendo controles internos sobre dados e resultados.
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