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Cultura

Mergulhador encontra navio romano de 2.000 anos com centenas de ânforas na Sicília

Pescador italiano encontra naufrágio romano com ânforas de 2 mil anos na Sicília.

11/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h11
Mergulhador encontra navio romano de 2.000 anos com centenas de ânforas na Sicília

O mergulhador Giacomo De Mola localizou os restos de um navio de 2.000 anos a 40-50 metros de profundidade, perto de Mazara del Vallo. A descoberta ocorreu durante uma pescaria submarina com Igor Bisulli, quando uma “rocha” revelou centenas de ânforas.

O mergulhador italiano Giacomo De Mola fez uma descoberta surpreendente ao encontrar o naufrágio de uma embarcação romana de 2.000 anos na costa da Sicília. O achado ocorreu na semana passada, enquanto ele e o colega Igor Bisulli praticavam pesca submarina nas águas de Mazara del Vallo.

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De Mola avistou o que inicialmente parecia ser uma rocha, entre 40 e 50 metros de profundidade. A curiosidade, porém, o levou a investigar: “Algo me impele a verificar. Um último suspiro. E desço. A visibilidade não é das melhores. Vejo uma grande massa escura e penso: ‘A pedra grande de sempre'”, descreveu em publicação nas redes sociais.

“Eu me aproximo. E meu coração para. Não era uma rocha. Debaixo de mim havia uma imensa extensão de ânforas. Centenas de ânforas que haviam permanecido no fundo do mar por mais de 2.000 anos. Um navio romano adormecido no silêncio do Mediterrâneo. Quando volto à superfície, digo a Igor: ‘Você não imagina o que tem lá embaixo…'”

Após a descoberta, os mergulhadores comunicaram a Superintendência Regional do Mar da Sicília, que acionou imediatamente a unidade de proteção cultural dos Carabinieri, responsável pela preservação de antiguidades. Os Carabinieri confirmaram que a embarcação data entre os séculos II e I a.C. e transportava centenas de ânforas de barro, usadas na época para o transporte de vinho e azeite.

“Um naufrágio da época romana, presumivelmente datado entre os séculos II e I a.C., foi descoberto a aproximadamente cinco quilômetros da costa de Mazara del Vallo, a uma profundidade de 46 metros”, afirmou o ministro da Cultura, Alessandro Giuli.

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As ânforas estavam empilhadas a quase dois metros de altura, formando um monte de mais de 20 metros de comprimento e seis de largura. Algumas eram originárias do norte da África, incluindo uma ânfora neopúnica mais antiga, segundo o Ministério da Cultura.

“O mar continua a nos trazer preciosos fragmentos da nossa história, e o naufrágio de Mazara del Vallo nos conta sobre as pessoas, as rotas e as trocas que fizeram do Mediterrâneo uma encruzilhada de civilizações”, disse Giuli.

A Superintendência do Mar dará continuidade à documentação e à investigação do sítio arqueológico, buscando compreender melhor o contexto histórico e implementar medidas de proteção. Os Carabinieri ficarão responsáveis pela segurança da área. “A operação confirma a importância da colaboração entre as unidades especializadas dos Carabinieri e as organizações responsáveis pela proteção do patrimônio cultural”, afirmaram as autoridades.

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As águas ao redor da Sicília, colonizadas pelos antigos gregos e depois conquistadas pelos romanos por volta de 240 a.C., representam uma das rotas comerciais mais significativas do mundo antigo. A descoberta promete lançar nova luz sobre as atividades de navegação da época.

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O mergulhador Giacomo De Mola localizou os restos de um navio de 2.000 anos a 40-50 metros de profundidade, perto de Mazara del Vallo. A descoberta ocorreu durante uma pescaria submarina com Igor Bisulli, quando uma “rocha” revelou centenas de ânforas.

O mergulhador italiano Giacomo De Mola fez uma descoberta surpreendente ao encontrar o naufrágio de uma embarcação romana de 2.000 anos na costa da Sicília. O achado ocorreu na semana passada, enquanto ele e o colega Igor Bisulli praticavam pesca submarina nas águas de Mazara del Vallo.

De Mola avistou o que inicialmente parecia ser uma rocha, entre 40 e 50 metros de profundidade. A curiosidade, porém, o levou a investigar: “Algo me impele a verificar. Um último suspiro. E desço. A visibilidade não é das melhores. Vejo uma grande massa escura e penso: ‘A pedra grande de sempre'”, descreveu em publicação nas redes sociais.

“Eu me aproximo. E meu coração para. Não era uma rocha. Debaixo de mim havia uma imensa extensão de ânforas. Centenas de ânforas que haviam permanecido no fundo do mar por mais de 2.000 anos. Um navio romano adormecido no silêncio do Mediterrâneo. Quando volto à superfície, digo a Igor: ‘Você não imagina o que tem lá embaixo…'”

Após a descoberta, os mergulhadores comunicaram a Superintendência Regional do Mar da Sicília, que acionou imediatamente a unidade de proteção cultural dos Carabinieri, responsável pela preservação de antiguidades. Os Carabinieri confirmaram que a embarcação data entre os séculos II e I a.C. e transportava centenas de ânforas de barro, usadas na época para o transporte de vinho e azeite.

“Um naufrágio da época romana, presumivelmente datado entre os séculos II e I a.C., foi descoberto a aproximadamente cinco quilômetros da costa de Mazara del Vallo, a uma profundidade de 46 metros”, afirmou o ministro da Cultura, Alessandro Giuli.

As ânforas estavam empilhadas a quase dois metros de altura, formando um monte de mais de 20 metros de comprimento e seis de largura. Algumas eram originárias do norte da África, incluindo uma ânfora neopúnica mais antiga, segundo o Ministério da Cultura.

“O mar continua a nos trazer preciosos fragmentos da nossa história, e o naufrágio de Mazara del Vallo nos conta sobre as pessoas, as rotas e as trocas que fizeram do Mediterrâneo uma encruzilhada de civilizações”, disse Giuli.

A Superintendência do Mar dará continuidade à documentação e à investigação do sítio arqueológico, buscando compreender melhor o contexto histórico e implementar medidas de proteção. Os Carabinieri ficarão responsáveis pela segurança da área. “A operação confirma a importância da colaboração entre as unidades especializadas dos Carabinieri e as organizações responsáveis pela proteção do patrimônio cultural”, afirmaram as autoridades.

As águas ao redor da Sicília, colonizadas pelos antigos gregos e depois conquistadas pelos romanos por volta de 240 a.C., representam uma das rotas comerciais mais significativas do mundo antigo. A descoberta promete lançar nova luz sobre as atividades de navegação da época.

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