A Microsoft revelou um chip para servidores que processa 40% mais tokens por megawatt que GPUs. Focado em inferência, ele atende mais cargas de IA sem aumentar o consumo elétrico dos data centers.
A Microsoft revelou, nesta segunda-feira (12), o novo chip de IA para servidores chamado Maia 300. Segundo a empresa, o componente processa 40% mais tokens por megawatt do que infraestruturas baseadas em GPUs, o que permitirá atender a um maior volume de demandas de inteligência artificial sem aumentar a capacidade elétrica dos data centers.
A novidade dá sequência ao Maia 200, apresentado em janeiro de 2026, que já atende cargas de trabalho do Microsoft 365 Copilot e das equipes responsáveis pelos modelos de IA da companhia. O Maia 300 está voltado especialmente para processos de inferência — a etapa em que um modelo já treinado recebe informações e produz respostas — e tem foco em conversas extensas, em tarefas que exigem raciocínio e em agentes capazes de executar várias ações em sequência.
Uma das principais mudanças na nova geração está na organização dos componentes. O Maia 300 utiliza pequenos blocos especializados, chamados chiplets, fabricados pelo processo N2P da TSMC. Esses chiplets separam funções como cálculos, controle da memória e comunicação, o que, segundo a empresa, melhora a eficiência operacional.
A arquitetura também procura manter os dados próximos do local onde serão utilizados. Essa técnica encurta o caminho percorrido pelas informações dentro do sistema e reduz a energia gasta para movimentá-las, contribuindo para o ganho de eficiência energética apontado pela empresa.
Cada acelerador do Maia 300 contará com 288 GB de memória HBM4, com capacidade de transferência de até 18 TB por segundo. A combinação de chiplets e memória de alta largura de banda, de acordo com a Microsoft, ajuda a executar modelos maiores, lidar com conversas mais longas e atender um maior número de solicitações simultaneamente.
As mudanças projetadas para o Maia 300 também alcançam o nível de rack nos data centers. Na configuração completa, o sistema reunirá 96 aceleradores e promete processar até sete vezes mais tokens que um rack Maia 200, ampliando a escala de atendimento em aplicações de inferência.
A implantação do chip está prevista para começar em 2027. A nova solução entra na linha que a empresa vem desenvolvendo para otimizar o desempenho de aplicações de IA em servidores, mantendo o consumo elétrico sob controle enquanto aumenta a capacidade de processamento.
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