A artista, agora só 'Miley', deixou a Columbia pela Atlantic e lançou o álbum na sexta (17). São 10 faixas escritas e produzidas por ela com colaboradores como Kid Harpoon, Maxx Morando e The Monsters & Strangerz.
Foi apenas no último mês de junho que Miley Cyrus lançou um novo álbum e um filme acompanhante em “Something Beautiful”. Mas, nem 18 meses depois, Miley está de volta: desta vez com nova gravadora — ela mudou da Columbia para a Atlantic no início do ano — e com mudança formal na promoção, ao retirar o sobrenome “Cyrus”. Agora, oficialmente apenas “Miley”, a artista retornou nesta sexta-feira (17) com “Bass Persuades”, um conjunto de 10 faixas escritas e produzidas por ela em parceria com colaboradores como Kid Harpoon, Maxx Morando, Michael Pollack e The Monsters & Strangerz.
Miley apresentará o repertório em outubro com dois shows no Hollywood Bowl. O quarteto de post-punk do Brooklyn Model/Actriz aparece como artista convidado no álbum, e o colaborador de longa data Andrew Wyatt fará a abertura.
“A música nos domina”, postou Miley no Instagram ao anunciar o álbum. “Nós a sentimos, cantamos, às vezes dançamos com ela, desabafamos e seguimos em frente. É poderosa, vulnerável, doce e forte.”
O título do álbum e o primeiro single poderiam sugerir um trabalho inteiramente voltado para a pista de dança, mas, mesmo com faixas propensas ao club, o disco inclui baladas eletrônicas e canções acústicas com melodias pop clássicas. A seguir, a classificação das dez faixas do álbum, com observações sobre cada uma.
Faixas do álbum
- 10. “Bass Persuades Remixx”
Encerrar com uma versão alternativa da faixa-título poderia ser uma escolha provocativa se a nova versão oferecesse abordagem notavelmente diferente. Em vez disso, a faixa apenas torna o arranjo mais agressivo e acelera o ritmo, deixando os vocais com sensação apressada.
- 9. “Neon Signs” (feat. Andrew Wyatt)
Começa com ritmo suave e uma melodia ao estilo ABBA, e os vocais de Miley se misturam bem com Andrew Wyatt. A música, porém, não sabe exatamente para onde ir a partir daí e se perde em pontes faladas e sussurradas que soam como uma piada interna.
“Algumas pessoas dizem que sou assustador… mas outras acham que sou na medida certa.” “Não, você é perfeito! Tão perfeito!”
- 8. “REDLIGHTS”
Entrando em clima disco com cordas à moda anos 70, chega a lembrar sucessos pop anteriores, mas falta um refrão de grande impacto e há composições líricas menos naturais em trechos como:
“Truth is all we need/ And also what I fear,” “Anywhere you go/ I will also go.”
- 7. “Different Religion” (feat. Model/Actriz)
Os primeiros 10 segundos impressionam com ruído de guitarra que acelera como um motor e a proclamação inicial de Miley, enquanto Model/Actriz entrega uma pontuação industrial afiada. Ainda assim, a canção não mantém o ímpeto: o refrão segue por terreno alt-pop mais familiar e a mistura de timbres vocais fica estranha em alguns momentos.
“I’ve got my own God/ He drives a fast car”
- 6. “Bass Persuades”
Com abertura enfática, batida insistente e um riff ameaçador de sintetizador, a faixa principal tem potencial para ser um sucesso. Fica, porém, aquém da grandiosidade esperada, em parte por um hook repetido que soa sem rumo e por elementos de produção que parecem subproduzidos.
“esqueça que existe um mundo quando este disco está tocando”
- 5. “Orbit”
Balada ao piano elétrico com vocais potentes e vulneráveis, é uma das mais impactantes do disco. Letras específicas e arranjo atmosférico dão força à faixa, que, apesar de tudo, parece prometer um incremento que não chega totalmente.
“When you look at me it’s primal/ When you wave to me it’s tidal/ And the gravity is vital/ ‘Else I’d float away”
- 4. “Snow”
Funciona como uma balada com sintetizadores cintilantes e é tratada como encerramento não oficial do álbum, embora o remix de “Bass Persuades” tecnicamente feche o disco. No entanto, a música guarda um algo a mais para sua etapa final, conforme seus sintetizad
- 3. (trecho do álbum)
O material restante do disco traz variações entre faixas dançantes e momentos mais contidos, com arranjos que alternam entre o eletrônico e o orgânico, sem um único fio condutor absoluto.
- 2. (trecho do álbum)
Algumas composições se destacam pela produção e pelos vocais, oferecendo possibilidades para performance ao vivo e conexão com o público, mesmo quando não alcançam o impacto de um single incontestável.
- 1. (trecho do álbum)
O álbum como um todo mescla momentos fortes e experimentações que nem sempre se resolvem. Há faixas com potencial de destaque no repertório ao vivo e outras que funcionam melhor como peças de nicho dentro do projeto.
Em resumo, “Bass Persuades” mostra uma artista em transição de fase — nova gravadora, ajuste de identidade promocional e uma mistura de estilos. O disco traz músicas que podem agradar tanto a quem busca batidas para pista quanto a quem prefere baladas sintéticas, e a apresentação no Hollywood Bowl em outubro será a oportunidade para avaliar como essas faixas se comportam ao vivo.
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