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Ministro cobra transparência do BC e compara com Fed americano

Economia

Ministro cobra transparência do BC e compara com Fed americano

Ministro dos Transportes cobra mais transparência do BC sobre a Selic em evento no MT.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h18
Ministro cobra transparência do BC e compara com Fed americano

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O ministro George Santoro exigiu que o Banco Central explique melhor os critérios da Selic. Ele citou o Fed, que divulga suas reuniões, como modelo a ser seguido.

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O ministro dos Transportes, George Santoro, cobrou mais transparência do Banco Central nas decisões relacionadas à taxa Selic, durante a inauguração da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino (MT), neste sábado (20.jun.2026).

Segundo o ministro, é essencial que a autoridade monetária apresente informações claras sobre os critérios utilizados pelo Comitê de Política Monetária ao definir a taxa de juros. Santoro comparou a atuação do Banco Central brasileiro com a do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que grava e divulga suas reuniões.

“O Banco Central precisa discutir a transparência das suas decisões, como é fixada essa taxa. É importante discutir isso. É preciso dar transparência à metodologia. Não estou discutindo a independência, mas a forma. Nós precisamos melhorar a transparência para construir uma agenda fundamental, que é juros compatíveis com o desenvolvimento da infraestrutura e de novos negócios”, afirmou Santoro.

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No dia 17 de junho, o Comitê de Política Monetária decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, estabelecendo a taxa em 14,25% ao ano. Este foi o terceiro corte consecutivo de igual magnitude.

Apesar desta redução, representantes da indústria e membros do governo continuam a criticar o elevado nível da taxa, destacando que o Brasil possui o maior juro real do mundo. Santoro enfatizou que a alta taxa de juros impacta negativamente os empreendedores que desejam investir em grandes projetos.

“Infelizmente vivemos juros muito altos no Brasil e empreendedores como a Rumo, que querem fazer uma ferrovia de R$ 5 bilhões, precisam de apoio. O governo federal, por meio de linhas especiais como debêntures incentivadas ancoradas pelo BNDES, ajudou nesse empreendimento”, comentou.

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Desde sua posse no Ministério dos Transportes, em abril, Santoro tem defendido a necessidade de participação do Estado no financiamento de grandes obras de infraestrutura, como ferrovias, argumentando que a iniciativa privada não consegue arcar sozinha com esses empreendimentos.

O ministério está se mobilizando para retomar o programa federal de concessões ferroviárias, com uma carteira que inclui 8 projetos programados para leilão entre o segundo semestre de 2026 e 2027. Para atrair investidores, o governo anunciou uma linha de financiamento do BNDES específica para ferrovias, com prazo de até 40 anos.

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O ministro George Santoro exigiu que o Banco Central explique melhor os critérios da Selic. Ele citou o Fed, que divulga suas reuniões, como modelo a ser seguido.

O ministro dos Transportes, George Santoro, cobrou mais transparência do Banco Central nas decisões relacionadas à taxa Selic, durante a inauguração da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino (MT), neste sábado (20.jun.2026).

Segundo o ministro, é essencial que a autoridade monetária apresente informações claras sobre os critérios utilizados pelo Comitê de Política Monetária ao definir a taxa de juros. Santoro comparou a atuação do Banco Central brasileiro com a do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que grava e divulga suas reuniões.

“O Banco Central precisa discutir a transparência das suas decisões, como é fixada essa taxa. É importante discutir isso. É preciso dar transparência à metodologia. Não estou discutindo a independência, mas a forma. Nós precisamos melhorar a transparência para construir uma agenda fundamental, que é juros compatíveis com o desenvolvimento da infraestrutura e de novos negócios”, afirmou Santoro.

No dia 17 de junho, o Comitê de Política Monetária decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, estabelecendo a taxa em 14,25% ao ano. Este foi o terceiro corte consecutivo de igual magnitude.

Apesar desta redução, representantes da indústria e membros do governo continuam a criticar o elevado nível da taxa, destacando que o Brasil possui o maior juro real do mundo. Santoro enfatizou que a alta taxa de juros impacta negativamente os empreendedores que desejam investir em grandes projetos.

“Infelizmente vivemos juros muito altos no Brasil e empreendedores como a Rumo, que querem fazer uma ferrovia de R$ 5 bilhões, precisam de apoio. O governo federal, por meio de linhas especiais como debêntures incentivadas ancoradas pelo BNDES, ajudou nesse empreendimento”, comentou.

Desde sua posse no Ministério dos Transportes, em abril, Santoro tem defendido a necessidade de participação do Estado no financiamento de grandes obras de infraestrutura, como ferrovias, argumentando que a iniciativa privada não consegue arcar sozinha com esses empreendimentos.

O ministério está se mobilizando para retomar o programa federal de concessões ferroviárias, com uma carteira que inclui 8 projetos programados para leilão entre o segundo semestre de 2026 e 2027. Para atrair investidores, o governo anunciou uma linha de financiamento do BNDES específica para ferrovias, com prazo de até 40 anos.

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