Uma mulher de 69 anos foi encontrada em condições análogas à escravidão em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em julho de 2026. Ela receberá R$ 645 mil de indenização após ter trabalhado como empregada doméstica na mesma residência por 52 anos, sem receber qualquer remuneração pelos serviços prestados.
O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro coordenou uma força-tarefa para resgatar a mulher após receber relatos sobre a situação. Durante o tempo em que esteve na casa, a trabalhadora não apenas exerceu atividades domésticas, mas também cuidou do filho da empregadora quando criança e, posteriormente, tornou-se cuidadora da própria empregadora, que atualmente enfrenta problemas de saúde.
Os empregadores afirmaram que a mulher era considerada “parte da família”, mas foi verificado que ela nunca teve a carteira de trabalho assinada, não possuía plano de saúde, não completou os estudos e esteve durante décadas sem acesso a direitos trabalhistas básicos.
Em uma audiência com os empregadores, foi acordado o pagamento de R$ 500 mil a título de verbas rescisórias e indenizatórias. Desse total, R$ 60 mil foram repassados imediatamente, além do compromisso de pagamento de 60 parcelas mensais de R$ 5.239,65. O acordo também prevê o recolhimento dos depósitos de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes ao período de outubro de 2015 até o momento do resgate.
Adicionalmente, foi estipulado o pagamento de uma pensão mensal vitalícia correspondente a 75% do salário mínimo vigente, o que totaliza aproximadamente R$ 145 mil, considerando uma expectativa de vida de 10 anos. Assim, o valor total do acordo atinge cerca de R$ 645 mil.
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