Governador rechaçou narrativa de perseguição política durante operação da Polícia Civil que apura fraudes em licitações da gestão municipal.
O governador de Sergipe e candidato à reeleição, Fábio Mitidieri, quebrou o silêncio sobre a recente operação policial que investiga supostas fraudes em licitações e contratos no âmbito da Prefeitura de Aracaju.
Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (21) ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, o chefe do Executivo estadual rebateu diretamente as declarações feitas pela prefeita da capital, Emília Corrêa.
A operação, deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe na última sexta-feira (18), é um desdobramento de um episódio ocorrido em junho, quando R$ 240 mil em espécie foram apreendidos com um servidor lotado na Secretaria Municipal da Educação (Semed). Segundo as investigações da polícia, foram identificadas irregularidades em contratos firmados de forma direta (com dispensa de licitação), incluindo um contrato milionário no valor de R$ 1,7 milhão assinado poucas horas antes da referida apreensão.
Respeito às instituições e repúdio à tese de perseguição
Ao ser questionado sobre as tentativas de atrelar a ação policial a interesses do calendário eleitoral, Mitidieri optou por manter uma postura de defesa da autonomia institucional das forças de segurança do Estado.
“Eu sou político, eu não sou polícia. Eu entendo que polícia não tira férias em período eleitoral. Nós vimos a Polícia Federal fazendo operações pelo Brasil todo e todo mundo bateu palma. Quando ocorre na Polícia Civil, não é diferente”, declarou o governador.
Mitidieri enfatizou que a operação não é um ato isolado ou repentino, mas sim o resultado de um inquérito consistente e amparado legalmente. “Acho que tem que entender que uma investigação não ocorre do dia para a noite, como tentou-se falar. Muito pelo contrário, ela é fruto de uma investigação longa que tem autorização do Ministério Público e do Tribunal de Justiça. Portanto, é importante respeitar o Judiciário, respeitar o Ministério Público, e que não se tente colocar uma narrativa de perseguição política no trabalho da polícia, que é uma polícia séria e respeitada”, defendeu.
Ao finalizar sua participação, o candidato ressaltou a importância da clareza nos atos da administração pública e disse esperar que a prefeita consiga esclarecer os fatos no decorrer do processo. “O que a população espera é transparência. Não é sobre ser honesto ou não ser, ninguém aqui é mais honesto que o outro. Mas é sobre parecer honesto também e permitir que as investigações aconteçam de forma natural”, concluiu Mitidieri.
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