O primeiro-ministro israelense chega a Washington para o sétimo encontro com Donald Trump. Em meio a uma pausa nos ataques entre EUA e Irã, Netanyahu diz que o Irã será prioridade; o editor Diego Pavão chama a viagem de oportuna.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarca para Washington para seu sétimo encontro com Donald Trump desde que o presidente americano retornou à Casa Branca. A visita ocorre em um momento de pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã, e Netanyahu sinaliza que a questão iraniana será a prioridade da agenda.
Durante o Bastidores CNN, o editor de Internacional Diego Pavão comentou que a viagem de Netanyahu é oportuna para os israelenses. Ele destacou que os Estados Unidos estão em uma pausa estratégica em relação aos ataques e que Netanyahu aproveitará a oportunidade para lembrar Trump de que a opção militar não pode ser totalmente descartada.
“Os Estados Unidos estão em uma pausa estratégica em relação aos ataques, e Netanyahu vai aos EUA para relembrar Trump de que a opção militar não pode ficar totalmente de lado”, afirmou Pavão.
Israel, historicamente, demonstra ceticismo em relação à capacidade do Irã de cumprir acordos firmados. Segundo Pavão, Netanyahu também deve expressar sua insatisfação com o acordo provisório firmado em junho entre Washington e Teerã. O jornalista destacou que o acordo não favorece os israelenses, pois não menciona o corte de financiamento a grupos que o Irã apoia na região, como o Hamas e o Hezbollah, que se opõem a Israel.
“O acordo não favoreceu em nada os israelenses, já que ele não fala do corte de financiamento de grupos que o Irã apoia na região, como o Hamas e o Hezbollah, que são de oposição aos israelenses”, destacou o jornalista.
O encontro servirá também como uma oportunidade para o líder israelense pressionar Trump a reconsiderar os termos do entendimento. Apesar da pausa nos ataques, o Irã declarou que não há negociações em andamento neste momento. Segundo Pavão, essa narrativa é utilizada pelo Irã para capitalizar, alegando que os Estados Unidos estão em um estado de fadiga em relação à tomada de decisões.
“O Irã usa essa narrativa para capitalizar, dizendo que os Estados Unidos estão em uma fadiga em relação à tomada de decisão”, disse Pavão.
A versão oficial americana sustenta que a pausa visa abrir mais espaço para que os iranianos considerem retomar as negociações. Além disso, surgem preocupações internas nos Estados Unidos sobre a escalada do conflito. Em uma reunião na Casa Branca na última sexta-feira, lideranças do governo levantaram essas preocupações.
Duas figuras destacadas manifestaram preocupação: o vice-presidente J.D. Vance, que nunca se mostrou entusiasmado com a guerra, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA. Caine expressou uma preocupação crescente com o esgotamento do estoque de munições após cinco meses de conflitos intensos.
“A verdade é que essas munições não podem ser repostas na mesma velocidade com que elas são gastas neste conflito. Isso agora seria uma preocupação para os americanos”, destacou Pavão.
Apesar das preocupações, os americanos não admitem publicamente essa limitação. Trump, por sua vez, afirmou ter munição suficiente para continuar a guerra, embora as informações sobre a sustentabilidade do conflito sejam desencontradas.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

