O Saneamento Ocultado

Por Antônio Samarone

Redação, 07 de Dezembro, 2019 - Atualizado em 07 de Dezembro, 2019

 


O saneamento básico não é uma questão ideológica, de disputa esquerda X direita. O saneamento é uma questão ambiental e de saúde pública.

Os serviços de saneamento em Aracaju são de baixa qualidade, os nossos rios são cloacas contaminadas, em alguns lugares fedem. Como agravante, as tarifas cobradas são extorsivas.

A estatal que possui o monopólio do saneamento em Sergipe (DESO) é uma empresa agonizante, gerida sob a sombra da politicagem.

O Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), elaborado pela ditadura militar em 1970, no contexto do milagre econômico, financiado pelo BNH, foi quem criou esse modelo de monopólio estatal do saneamento.

A titularidade do saneamento é municipal, mas os prefeitos fingem que o problema não é deles. Essa é uma questão que precisa de gestores. O populismo não ajuda.

Os políticos não gostam do saneamento, as obras são enterradas e a população possui baixa consciência sanitária. O serviço precário só incomoda quando a privada entope, e a descarga não resolve. Qual o destino final dos dejetos? Pouco importa!

Saneamento nem dá e nem tira votos, é o pensamento dominante entre os políticos.

Aracaju é uma cidade dependente do saneamento, desde a sua fundação. Aracaju é um grande aterro embelezado, como dizia Luiz Antônio Barreto.

Aracaju foi construída num área ambientalmente frágil. Confluência de vários rios, manguezais, apicuns, charcos, lagoas, dunas e restingas. Não é possível se falar em qualidade de vida em Aracaju sem enfrentar a questão ambiental.

Luzes de led, asfalto e propaganda não fazem uma boa gestão.

Espero que as eleições municipais de 2020 em Aracaju, coloquem a questão ambiental e do saneamento básico em pauta, contrariando os marqueteiros políticos.

Antônio Samarone.

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