Tradicional Missa do Cangaço será transmitida pela internet nesta terça-feira, 28

Redação, 28 de Julho , 2020 - Atualizado em 28 de Julho, 2020

 

A tradicional Missa do Cangaço acontece este ano de forma virtual. A celebração, que acontece há 22 anos na Grota do Angico, no município de Poço Redondo para marcar o dia em que Lampião e seu bando foram mortos pela Volante (polícia da época), será transmitida pela internet em sua 23ª edição. Acompanhe pelas redes sociais do Museu (@museudagentesergipana_oficial) e do Instituto Banese (Youtube).

A missa será celebrada no Museu da Gente Sergipana em Aracaju e de lá transmitida ao vivo a partir das 17h por conta da pandemia. A Missa do Cangaço costuma atrair centenas de amantes e estudiosos do Cangaço em plena Caatinga, no Sertão de Sergipe.

Morte de Lampião

O bando de Lampião acampou na fazenda Angicos, Sertão de Sergipe, no dia 28 de julho de 1938. A área era considerada por Virgulino como de extrema segurança, longe das vistas das forças policiais. Mas na manhã do dia seguinte, os cangaceiros foram vítimas de uma emboscada, organizada por soldados do estado vizinho, Alagoas, sob a batuta do tenente João Bezerra. De acordo com pesquisadores, o combate durou somente 10 minutos.

Nascido na cidade de Vila Bela, atual Serra Talhada, no semiárido do estado de Pernambuco, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião trabalhou até os 21 anos de idade como artesão. Foi o mais famoso cangaceiro brasileiro, chamado de “Rei do Cangaço”, andava em bando cometendo crimes motivados por vingança, revolta e disputa de terra, espalhando o medo por onde passava.

O cangaço, um tipo de luta armada frequente no Nordeste, atraiu Lampião em 1915, depois que sua família foi acusada de ter roubado alguns animais da fazenda de seus vizinhos, a família Saturnino, ligada à oligarquia dominante.

Depois de certo tempo, os irmãos Ferreira mataram alguns gados do vizinho e foram perseguidos pela polícia. Na fuga, sua mãe não resistiu e seu pai acabou sendo morto pela polícia.

Decidido a se vingar, Lampião encarregou um dos irmãos de cuidar dos irmãos menores e com os dois mais velhos passou a percorrer os estados nordestinos, fazendo justiça com as próprias mãos.

Por Leonardo Barreto

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