“DOTÔ JOÃO” (Gabriel Gomes)

Redação, 25 de Novembro , 2020


A alcunha de “doutor” nunca fora preterida pelo ex-governador João Alves Filho e apesar de ser um engenheiro, escritor de vários livros e membro da academia sergipana de letras, não tinha o título de doutorado que lhes justificasse o prenome. O doutor para se referir ao ex-governador estava mais para “DOTÔ” do que para “Dr.”, era apenas uma forma carinhosa que seu povo escolheu para assim lhe chamar, mais por uma espécie de reconhecimento que por um título acadêmico.


Comecei a me interessar e ser mais participativo na política local lá nos idos de 2001, acredito que por conta da influência da minha família que tinha certa ligação com João, e foi com ele que segui até seus últimos dias como prefeito da capital sergipana. De lá pra cá acumulando histórias, conhecimento e claro, brigas e desavenças com amigos e familiares. Arrependimentos? NENHUM! Fiz, faço e continuarei fazendo, doa a quem doer.


Não discorrerei aqui sobre os inúmeros feitos de “DOTÔ” João para esse estado, muitas pessoas mais gabaritadas já o fizeram, apenas quero expressar o quanto ele foi admirado por esse escriba aqui por tantos anos sem quaisquer interesses escusos, diferentemente do que ando lendo nesse momento de pessoas que lhes deram as costas nos últimos anos e não por conta de sua enfermidade.


Enfim, é um dia triste pra mim, mas posso dizer que, acertando ou errando, jamais falei uma vírgula que não fosse em seu apoio, pode não ter sido a maneira certa de se fazer política, mas é a minha maneira. No dia 25 de novembro, número pelo qual ficou imortalizado como sendo o número do “João chapéu de couro”, aos 79 anos, prefixo do seu querido estado, foi-se o maior político que Sergipe já viu.

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