Mister Covid: o anti-herói da Terra das Bananas.

Carlos Braz, 10 de Janeiro , 2021 - Atualizado em 10 de Janeiro, 2021

 

 

Mister Covid: o anti-herói da Terra das Bananas 

Por Carlos Braz

 

Tempos sombrios estes em que estamos vivendo, na Terra das Bananas.

Assolados impiedosamente por um vírus que não distingue classe social, assistimos diariamente um embate político ideológico que não traz as soluções imediatas que tanto precisamos. Sob a bandeira do Presidente, alcunhado pelo povo de Mr. Covid, a ignorância e a ideologia opõem-se às ciências e ao bom senso, a mentira usada como hábito, tenta substituir a verdade, enquanto o número de mortos avança celeremente, com todas as perspectivas apontando para o agravamento da situação.

O que se espera do líder de uma nação em momentos como esse?

Sapiência para tomar decisões corretas no momento certo, ardor patriótico para compreender que de suas ações dependem as vidas de milhares de pessoas, humildade para ouvir os sábios e admitir os erros, e, acima de tudo, uma postura de respeito diante daqueles que o elegeram e das famílias que perderam seus entes queridos.

No entanto, observando os bananais, o  que vislumbramos é a figura patética de um anti-herói, um vilão com perfil psicopata, que, pelas suas atitudes assemelha-se a tantos outros eternizados nas telas do cinema, maníacos do mundo da ficção, produtores do mal e da desordem social, da violência e da destruição institucional. Na Terra das Bananas de hoje, a vida imita a arte.

O que pensar de um chefe de governo, que tenta requisitar toda a produção nacional de insumos essenciais para aplicação de vacinas no combate ao maldito vírus, com o intuito mal disfarçado de impedir a vacinação de irmãos , apenas porque a iniciativa partiu de um adversário político?

 É a personificação da maldade, o perfeito anti-herói, que prolonga, com um infindável ar de deboche e de indiferença, a angústia e o sofrimento dos que esperam pela vacina como escudo contra a contaminação e transmissão, contribuindo assim para mais mortes e a sobrecarga no sistema de saúde nacional. Eleito democraticamente pelos bananenses para dirigir os rumos da nação por quatro anos, mostra-se, indubitavelmente, incapaz de fazê-lo.

  

 

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