Das ruas para os Jogos Olímpicos: o skate em Tóquio 2020

Redação, 17 de Janeiro , 2021 - Atualizado em 17 de Janeiro, 2021


Estamos a exatos 189 dias dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, e a expectativa só aumenta! Após o adiamento em virtude da pandemia do novo coronavírus, Yoshiro Mori, presidente do comitê organizador da competição, reforçou em entrevista no último dia 12, que uma nova mudança de data está fora de cogitação. Enquanto o evento não acontece, nós vamos nos aquecendo de olho nas novas modalidades do programa olímpico!

A primeira edição dos Jogos Olímpicos de Verão da Era Moderna aconteceu em Atenas, no ano de 1896 e, nesses 125 anos até a atualidade, muita coisa mudou! Em Atenas, apenas 9 esportes integravam o cronograma de competições: atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, halterofilismo, lutas, natação, tênis e tiro. Já no evento desse ano, espera-se 33 modalidades esportivas, das quais 5 são inéditas! A cada Olimpíada novas modalidades são incluídas no programa em uma versão teste e, para essa edição foram selecionados 5 esportes: beisebol (e softbol), karatê, skate, escalada e surf. Segundo o comitê organizador, o objetivo é que neste ano os Jogos sejam mais “jovens, urbanos e com mais mulheres”.

Ao longo dessa série de reportagens nós vamos detalhar cada esporte teste incluído nos Jogos de Tóquio 2020, e também como acontecerão as competições de cada um. Preparados?

 

 
Para quem não conhece muito sobre skate, ele aparentemente é apenas uma prancha curta e estreita de madeira, com quatro rodinhas presas na parte inferior. Porém, com esse equipamento é possível realizar inúmeras manobras, como saltos, flips e giros no ar. Existem várias teorias sobre as origens do skate; uma das mais aceitas diz que o esporte começou na década de 1940, na costa oeste dos Estados Unidos. O skate chega em Tóquio 2020 em duas modalidades: park e street – masculino e feminino.

 

STREET

Essa modalidade é a base do skate; nela, uma pista simula obstáculos de rua, como rampas, escadarias, corrimões, meios-fios, bancos e etc. Cada skatista compete individualmente e usa os elementos do espaço para demonstrar suas habilidades. Segundo o site dos Jogos de 2020, a avaliação leva em consideração fatores como o grau de dificuldade das manobras, altura, velocidade, originalidade, execução e composição dos movimentos.

PARK

O park é uma das modalidades mais novas do skate e acontece em espaços amplos e sem obstáculos, que lembram uma piscina vazia. As paredes do bowl têm 3,4 metros de altura e, quando combinadas com paredes menores – chamadas de banks, e elementos streets, configuram o park. Nesse formato de competição, o skatista consegue completar uma manobra e já emendar outras, deixando o esporte mais dinâmico e ágil.


Entenda como funciona a classificação

Em Tóquio 2020, 80 atletas se dividirão entre as modalidades street e park, nas categorias feminino e masculino, resultando em 20 atletas por evento (park feminino, park masculino, street feminino e street masculino). O país sede, Japão, conta com 4 vagas reservadas, uma para cada evento citado anteriormente. E 3 vagas serão destinadas aos medalhistas (primeiro, segundo e terceiro colocado) de cada modalidade e categoria nos Mundiais de Skate. Esses três atletas, classificados através do pódio, garantem participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 independentemente de estarem entre os 20 primeiros do ranking mundial.
Por conta da pandemia do Covid-19, os Mundiais de park e street, que aconteceriam em Nanquim (China) e Londres (Inglaterra), em maio de 2020, foram suspensos. Diante disso, a World Skate, órgão regulador dos esportes skate e patins, reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), estendeu a corrida olímpica até 29 de junho de 2021.

Por fim, para garantir uma das 16 vagas remanescentes, o atleta precisa estar entre os melhores colocados do ranking olímpico da World Skate. O formato de seleção conta com duas janelas classificatórias, uma já encerrada, em setembro de 2019, e outra, adiada, com término previsto para 29 de junho de 2021. Ainda nesse formato, é obrigatória a representatividade de todos os continentes, garantindo pelo menos um atleta por continente e, no máximo três por país em cada categoria. Os quatro melhores resultados obtidos pelo atleta durante as janelas classificatórias contarão para a classificação.

A partir desses critérios, estabelecidos para Tóquio 2020, o Brasil poderá participar com até 12 skatistas; seis mulheres e seis homens divididos nas duas categorias. A efetivação desse número total de atletas dependerá do desempenho dos brasileiros nas duas janelas classificatórias. Os rankings atualizados podem ser acompanhados AQUI.

Enquanto os eventos classificatórios não acontecem e a lista de convocados não sai, ficamos na torcida pelos atletas brasileiros, muito bem colocados nos rankings por sinal! Vai Brasil!!

 

Por: CBDU

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