Rumo a Tokyo: Seleção Brasileira Feminina de Voleibol Sentado conclui 2ª Fase de Treino em busca do ouro!

Foram sete dias consecutivos de treinos no CT Paralímpico, em São Paulo

Redação, 01 de Março , 2021 - Atualizado em 01 de Março, 2021

A 2ª Fase de Treinamento 2021 da Seleção Brasileira Feminina de Voleibol Sentado foi concluída neste final de semana. De 21 a 28 de fevereiro, o time esteve no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro treinando diariamente em dois turnos com o objetivo de conquistar a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio deste ano.

A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) deu todo o suporte necessário para que os trabalhos pudessem acontecer da melhor forma possível. Para o técnico da seleção feminina, Agtonio Guedes, o momento foi produtivo: “Foi excelente! A gente conseguiu fazer treze seções de treinamento em quadra. Não tivemos nenhuma quebra, dosamos o volume e a intensidade de uma forma que todas as atletas chegaram ao final com uma boa condição física e dando excelentes respostas para as questões técnicas e táticas. Tudo isso foi muito importante durante a semana para a fixação dos novos conceitos de jogos e táticos”.

A capitão do time, Nathalie Filomena, diz que a semana foi bastante produtiva para todas as jogadoras: “Foi muito produtiva, mesmo tendo poucas meninas nesta fase. Aprendemos bastante coisa, evoluímos da fase anterior e estou muito feliz com o desenvolvimento da equipe”, conta.

A jogadora Adria está confiante de que o Brasil irá subir no pódio: “É gratificante ver o empenho de toda a equipe em um único objetivo que é a medalha de ouro em Tóquio. E, a cada fase de treinamento, a gente vê a evolução de cada atleta tornando esse sonho cada vez mais próximo”, conclui.

Fisioterapia

Durante toda a semana de treinos, as atletas também foram acompanhadas pela fisioterapeuta Ana Lima Ferreira. “A minha participação é muito de observar a biomecânica do corpo delas em quadra e interagir com os técnicos sobre a dificuldade que elas estão tendo. Aí, eu penso em estratégias que posso fazer na fisioterapia pra melhorar o desempenho em quadra. Estamos voltando aos trabalhos depois da pandemia, então, temos que ter muito cuidado para não dar uma intensidade e volume de treino muito alto porque podem lesionar e não conseguir recuperar”, explica.

Antes de iniciar cada treino com bola na quadra, as jogadoras faziam o aquecimento em circuito elaborado pela fisioterapeuta. “Ele tem o objetivo de prevenir lesões. É uma parte educativa também porque todo o exercício a gente conscientiza que elas façam nos seus respectivos clubes e/ou em casa; comprem as faixas elásticas, rolos miofaciais porque são exercícios extremamente importantes para manter a mobilidade, flexibilidade, força, de forma muito estratégica e direcionada pro vôlei sentado”, conta Ana Ferreira.

Após a academia, as meninas também puderam usufruir das piscinas para recovery – onde é feito o trabalho de recuperação muscular pós-treino. “Como elas têm uma carga de treino intensa, a musculatura sente muito. Portanto, quando fazem o resfriamento de cinco a 20 minutos numa temperatura de 9 ºC e, em seguida, vão para uma piscina de 18 ºC e, logo depois, para outra aquecida a cerca de 35 ºC, é extremamente relaxante. E, nesta última, é feito um trabalho mais individualizado”, esclarece a fisioterapeuta da seleção.

Em abril, a seleção feminina volta à São Paulo para a 3ª fase!

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