FAKENEWS: que Drogasil e Droga Raia vendem vacinas contra a Covid-19

Redação, 03 de Abril , 2021 - Atualizado em 03 de Abril, 2021

Circula pelo WhatsApp uma mensagem com o anúncio de que vão começar os agendamentos para vacinação particular contra a Covid-19 na rede de farmácias Droga Raia. Algumas versões do texto dizem que será na Drogasil. A publicação afirma ainda que haverá 20 vagas por dia e que é preciso agendar o horário, o que pode ser feito pelo telefone de contato fornecido. O valor dos imunizantes varia de R$ 225 a R$ 379,50. 

A informação analisada pela Lupa é falsa. A assessoria de imprensa da RD, empresa responsável pelas redes de farmácia Droga Raia e Drogasil, afirmou, em nota, que não comercializa vacinas contra a Covid-19. “As mensagens que estão circulando sobre a comercialização do imunizante são falsas e a empresa já está investigando o caso para tomar as medidas cabíveis”, afirmou o texto. Como é fornecido um telefone de contato na mensagem do WhatsApp, aqueles que entram em contato podem ser vítimas de um golpe.

Recentemente, algumas unidades da rede montaram postos de vacinação gratuita contra a Covid-19 em parceria com as prefeituras de São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Americana (SP) e Cabedelo (PB). A aplicação, no entanto, está restrita aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde e segue a ordem de atendimento estipulada pelos governos estaduais. Como há poucas doses disponíveis, foram escolhidas faixas etárias específicas e grupos profissionais para receber os imunizantes primeiro.

As pessoas que se encaixam nas condições exigidas para aquela data podem se dirigir a um dos postos dessas farmácias sem precisar de agendamento prévio. No local, recebem uma dose do imunizante que estiver disponível dentre os usados no Programa Nacional de Imunizações do governo federal. Atualmente, existem apenas duas opções: CoronaVac, feita pela empresa chinesa Sinovac em parceria do Instituto Butantan; e Vaxzevria, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Por: Mauricio Moroas da Agência Lupa

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